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TEOSOFIA E TEOSOFISMO

TEOSOFISMO

  • A justificativa para o emprego do neologismo teosofismo em vez de teosofia fundamenta-se na necessidade de dissipar a confusão deliberadamente mantida por indivíduos interessados em reivindicar uma filiação tradicional inexistente.
    • Distinção essencial entre os dois termos para evitar equívocos conceituais.
    • Intenção enganosa de certos grupos em se apropriarem de uma autoridade histórica ilegítima.
  • O vocábulo teosofia designa historicamente um conjunto de doutrinas de caráter esotérico e inspiração mística ou religiosa enraizadas em uma tradição puramente ocidental e de base cristã, desenvolvidas por pensadores como Jacob Böhme, Gichtel, William Law, Jane Lead, Swedenborg, Louis-Claude de Saint-Martin e Eckartshausen.
    • Existência prévia do termo antes da criação da denominada Sociedade Teosófica.
    • Traços comuns das doutrinas teosóficas autênticas centradas no esoterismo ocidental.
  • A organização denominada Sociedade Teosófica, fundada por Mme Blavatsky e atualmente propagada por Mme Besant, carece de qualquer vínculo com a tradição teosófica autêntica, apresentando uma doutrina de falsa origem oriental e de inclinação primitiva abertamente anticristã que sofreu mutações recentes para ocultar-se sob uma máscara pseudocristã.
    • Apropriação superficial de ideias de Jacob Böhme combinadas com elementos heterogêneos de diversas procedências.
    • Declarações originais de Mme Blavatsky sobre o objetivo de destruir o cristianismo.
    • Atuação de Mme Besant na promoção de um cristianismo esotérico de caráter dissimulado e altamente suspeito.
  • A total ausência de filiação teórica ou ideal entre a doutrina da Sociedade Teosófica e a verdadeira teosofia invalida sumariamente as afirmações quiméricas que buscam estabelecer vínculos continuadores com entidades históricas como a Sociedade Filadelfiana de Isaac Newton, a Confraria dos Amigos de Deus de Jean Tauler, tido como precursor de Lutero, ou a filosofia dos neoplatônicos, da qual Mme Blavatsky adotou apenas teorias fragmentárias sem assimilação real.
    • Inexistência de continuidade ideológica com organizações místicas dos séculos passados.
    • Apropriação indevida de conceitos da antiguidade clássica greco-romana.
  • A natureza estritamente moderna das concepções da Sociedade Teosófica impõe a distinção rigorosa entre teosofistas e teósofos, justificando o uso do termo teosofismo para designar um sistema que só se confunde com a teosofia genuína por ignorância dos adeptos e adversários ou por má-fé de seus dirigentes.
    • Adoção puramente acidental da nomenclatura original pela fundação da Sociedade Teosófica.
    • Distinção terminológica corrente na língua inglesa entre theosophers e theosophists.
    • Erro metodológico e falta de informação dos opositores ao aceitarem a alegada tradição oriental da doutrina.
  • A pretensa doutrina teosofista configura-se como um amálgama inconsistente e repleto de contradições, cujas variações notáveis entre as direções sucessivas de Mme Blavatsky e Mme Besant exigem que a análise teórica seja conduzida de forma inseparável do estudo histórico da própria Sociedade Teosófica.
    • Inexistência de um corpo doutrinário sólido e bem definido no interior da organização.
    • Tentativas sistemáticas de mascarar as divergências internas sob falsas interpretações da fundadora original.
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