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O CASO DA SOCIEDADE DE PESQUISAS PSÍQUICAS
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O incidente envolvendo o professor Henry Kiddle constituiu o primeiro desmascaramento público da Sociedade Teosófica, forçando A. P. Sinnett a publicar explicações tardias e inverossímeis atribuídas ao Mahatma Koot Hoomi.
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Koot Hoomi alegou que o plágio de um discurso de Kiddle resultou da negligência de um chela encarregado da precipitação da carta, que teria omitido as marcas de citação.
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O suposto mestre admitiu imprudência ao não revisar a mensagem devido a um estado de fadiga, o que evidencia uma notável ausência de clarividência.
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Sinnett tentou converter o escândalo em vantagem propagandística, alegando que o caso permitiu conhecer melhor os métodos de correspondência dos adeptos.
A abundância de fenômenos na sede da Sociedade em Adyar não derivava de pureza de vida ou magnetismo superior, mas da presença de cúmplices e artifícios físicos ocultos.-
A comitiva de Helena Blavatsky incluía os Coulomb, antigos associados de fraudes no Egito, e Babula, que utilizava técnicas de prestidigitação para simular aparições de Mahatmas em mousseline.
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Discípulos como Damodar K. Mavalankar e Mohini Mohun Chatterjee auxiliavam na redação material das cartas precipitadas, conforme confissões posteriores da fundadora.
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Colaboradores involuntários como Dhabagiri Nath Bavadji agiam sob influência magnética de Blavatsky, executando ordens sem plena consciência.
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As manifestações fenomênicas eram utilizadas instrumentalmente para obter vultosas doações financeiras de indivíduos como Jacob Sassoon.
A expulsão dos Coulomb por Saint-George Lane Fox e Franz Hartmann em 1884 precipitou uma vingança que expôs a correspondência privada de Blavatsky e revelou a mecânica das fraudes teosóficas.-
Blavatsky demonstrou pânico diante da publicação de suas cartas em um jornal de Madras, chegando a anunciar sua demissão e morte social para tentar preservar o movimento.
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A estratégia traçada pela fundadora e atribuída ao mestre Morya consistia em um afastamento temporário para reaparecer com força renovada após o esquecimento do escândalo.
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O programa de ação visava envolver os teosofistas em um mistério tão denso que impedisse qualquer investigação externa.
A investigação conduzida pelo Dr. Richard Hodgson, delegado pela Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, resultou em um relatório devastador que classificou Blavatsky como uma das maiores impostoras da história.-
O inquérito em Adyar, realizado entre 1884 e 1885, detalhou os truques empregados para sustentar a aparência de milagres.
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A Sociedade de Pesquisas Psíquicas declarou Blavatsky culpada de conluio sistemático para produzir prodígios artificiais.
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A repercussão do relatório Hodgson causou demissões em massa em Londres e a ruína quase completa da seção de Paris.
Perícias gráficas confirmaram a autenticidade das cartas trocadas entre Blavatsky e os Coulomb, invalidando as negativas da fundadora e confirmando a fabricação humana das mensagens dos Mahatmas.-
C. C. Massey constatou que as cartas precipitadas em sua própria residência eram inseridas fisicamente por uma empregada doméstica a serviço de Blavatsky.
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O afastamento repentino de Damodar K. Mavalankar para o Tibete ocorreu simultaneamente à partida de Blavatsky da Índia para evitar depoimentos judiciais.
As tensões internas na Sociedade eram marcadas por mútuas acusações de traição e cinismo, exemplificadas pela hostilidade entre Blavatsky e o Dr. Franz Hartmann.-
Blavatsky acusou Hartmann de fornecer armas a Hodgson e de tentar dominá-la para escrever a Doutrina Secreta em seu lugar.
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Hartmann respondeu às ofensas com a publicação de uma sátira mordaz intitulada A Imagem Falante de Urur, ridicularizando os fundadores do movimento.
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A fundadora lamentava a produção de fenômenos, classificando-os como o karma negativo que arruinou sua reputação e a da Teosofia na Europa.
A despeito do fim das exibições públicas de prodígios físicos, o teosofismo manteve o desenvolvimento de poderes psíquicos latentes como objetivo central de sua seção esotérica.-
O aprofundamento das leis inexplicadas da natureza e da clarividência permanece como a meta da Escola Teosófica Oriental.
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A literatura de C. W. Leadbeater foca extensivamente em entidades astrais e manifestações de adeptos, atraindo seguidores pela promessa de acesso a mundos invisíveis.
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A organização esotérica foi nominalmente separada da Sociedade apenas para dissimular sua existência da fiscalização pública, mantendo-se sob a mesma direção absoluta.
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A supressão de sinais de reconhecimento maçônicos foi uma medida cosmética sem impacto na estrutura secreta real do grupo.
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