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O JURAMENTO NO TEOSOFISMO

TEOSOFISMO

  • A Sociedade Teosófica, embora não oculte sua existência, pode ser considerada uma sociedade secreta por possuir segredos, especialmente em sua “seção esotérica”, onde seus membros são obrigados a prestar juramentos de silêncio e obediência.
    • O caráter de uma sociedade secreta não reside necessariamente em ocultar sua existência ou membros, mas em ter segredos, sejam eles de que natureza forem.
    • A divisão da Sociedade Teosófica em seção exotérica (pública) e seção esotérica (reservada) já é uma prova de que ela possui ensinamentos secretos.
    • Os ensinamentos reservados da seção esotérica, especialmente os relacionados ao “desenvolvimento psíquico”, são protegidos por juramentos de silêncio.
  • Os membros da Sociedade Teosófica, especialmente os da seção esotérica, prestam juramentos solenes, não apenas de silêncio, mas também de adotar uma regra de vida específica, cujo descumprimento pode levar à expulsão, demonstrando um controle rigoroso sobre seus adeptos.
    • Helena Blavatsky confirma que os membros da seção esotérica prestam um “sermento sacro” em nome de seu “Eu imortal” para adotar uma determinada regra de vida, sob pena de serem convidados a se retirar ou expulsos.
    • Mesmo em algumas seções exotéricas, os membros podem ser obrigados a prestar juramento de viver de acordo com a moral prescrita pela teosofia.
    • Qualquer crítica aos dirigentes da Sociedade é considerada uma falta grave, cujas consequências kármicas seriam terríveis, comparáveis aos crimes cometidos contra os benfeitores da humanidade.
  • O juramento de silêncio na seção esotérica é considerado perpétuo e irremovível, obrigando o membro mesmo após deixar a Sociedade, sob a ameaça das terríveis sanções da lei do karma, o que configura uma forma de controle psicológico e moral sobre os indivíduos.
    • O juramento de silêncio permanece em vigor mesmo para aqueles que se retiram ou são expulsos da Sociedade, pois um compromisso solene não pode ser quebrado por uma simples mudança de filiação.
    • A violação do juramento, mesmo após deixar a Sociedade, acarretaria as terríveis consequências do karma, que recairia sobre o infrator como uma “poderosa força”.
    • Obrigar os membros a uma espécie de confissão geral sobre seu “karma” antes de ascenderem a graus superiores é uma forma de mantê-los sob controle, assim como Helena Blavatsky os controlava pelas assinaturas nos protocolos de seus fenômenos.
  • A obediência aos “instrutores” da seção esotérica pode chegar a extremos, com membros sacrificando suas fortunas e sua independência, aceitando ordens sem questionamentos, o que demonstra a abolição completa da autonomia individual dentro da organização.
    • O juramento de obediência aos instrutores teosofistas pode implicar sacrifícios materiais consideráveis, com membros entregando boa parte de sua fortuna à Sociedade.
    • A obediência incondicional à direção chega a níveis absurdos, como no caso do congresso de Gênos, cancelado sem explicação, com todos os participantes retornando sem protestar.
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