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AS FISSURAS DA GRANDE MURALHA

REINO DA QUANTIDADE E SINAL DOS TEMPOS

  • A solidificação do mundo sensível jamais pode convertê-lo num sistema verdadeiramente fechado.
    • O fechamento absoluto é impossível pela própria natureza das coisas.
    • Quanto mais se aproxima do máximo de solidez, mais cresce a instabilidade.
    • O ponto de maior “solididade” já foi ultrapassado.
    • A aparência de sistema fechado torna-se cada vez mais ilusória.
  • As “fissuras” na muralha protetora simbolizam a intrusão de forças destrutivas do domínio sutil inferior.
    • A muralha protege e limita ao mesmo tempo.
    • A limitação inferior é preferível à exposição contínua ao inimigo.
    • A muralha não é fechada pelo alto e permite comunicação com o superior.
    • A “concha” materialista é que bloqueou essa comunicação superior.
    • As fissuras surgem apenas por baixo, na parte vulnerável.
    • Influências inferiores entram sem resistência superior eficaz.
    • O mundo ignora os perigos devido à mentalidade dominante.
  • Na tradição islâmica, as fissuras permitem a entrada das hordas de Gog e Magog.
    • Gog e Magog simbolizam influências sutis infra-corpóreas.
    • São descritos como gigantes e anões, como os guardiões dos tesouros e forjadores subterrâneos.
    • Estão ligados ao fogo subterrâneo e ao aspecto maléfico das forças ocultas.
    • Sua ação remonta ao início do Kali-Yuga.
  • A tradição chinesa relata simbolicamente a reparação de uma ruptura celeste por Niu-Koua.
    • A ruptura ocorreu após o início do Kali-Yuga.
    • A reparação era possível quando a obscuração ainda não era extrema.
    • Centros espirituais exerciam vigilância constante.
  • Na fase mecanicista e materialista dos tempos modernos, as fissuras foram temporariamente menos temíveis.
    • O mundo aproximou-se do modelo de “sistema fechado”.
    • A proteção era involuntariamente reforçada pela espessura materialista.
  • Na segunda fase dos tempos modernos, as condições mudaram radicalmente.
    • As fissuras reaparecem mais amplas e mais graves.
    • O percurso descendente intensifica seus efeitos.
    • Os centros espirituais não podem agir exteriormente.
    • Influências superiores são bloqueadas pela “concha”.
    • Falta defesa eficaz contra as forças invasoras.
  • A ignorância moderna e a inércia mental agravam a situação.
    • Persistem reflexos instintivos da mentalidade materialista.
    • Muitos espiritualistas e tradicionalistas conservam esse fundo materialista.
    • A boa vontade é insuficiente sem conhecimento efetivo.
    • O espírito moderno impede a verdadeira compreensão.
  • As dificuldades não são apenas negativas; há também fatores positivos que favorecem a intrusão inferior.
    • A própria perdição moderna segue um plano coerente.
    • A nova fase corresponde a etapa mais avançada desse plano.
    • Existem auxiliares conscientes dessa orientação.
    • Há diferentes graus de consciência nessa colaboração.
  • A maioria dos auxiliares age inconscientemente e de boa fé.
    • Ignoram a qualidade real das forças que invocam.
    • Tornam-se instrumentos ativos precisamente por sua sinceridade.
    • Incluem adeptos do neo-espiritualismo.
    • Incluem filósofos intuicionistas.
    • Incluem metapsíquicos e psicólogos recentes.
    • Multiplicam-se em número quase incontável.
  • As fissuras oferecem suportes concretos às influências sutis inferiores.
    • O domínio sutil e o domínio psíquico são aqui equivalentes.
    • Essas influências utilizam elementos do próprio meio cósmico.
    • A propagação no mundo humano depende desses suportes.
    • A compreensão desse processo exige examinar exemplos específicos.
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