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XAMANISMO E FEITIÇARIA

REINO DA QUANTIDADE E SINAL DOS TEMPOS

  • A época atual, situada nas últimas fases do ciclo, esgota as possibilidades mais inferiores da manifestação.
    • Utiliza tudo o que fora negligenciado anteriormente.
    • As ciências experimentais e quantitativas são “resíduos” de antigas ciências tradicionais.
    • A exumação obsessiva de vestígios do passado liberta influências sutis ainda ligadas a eles.
    • Tais influências podem exercer ação desagregadora sobre o mundo moderno.
  • A concepção moderna de coisas puramente “materiais” é uma ilusão própria do ponto de vista profano.
    • Supõe a existência de seres exclusivamente corporais.
    • Resulta da ausência de referência a princípios superiores.
    • As ciências profanas são “residuais” porque isolam o objeto de seus princípios.
    • O descrédito lançado sobre outras concepções visa preservar esse isolamento.
    • A caricatura do chamado “animismo” é produto dessa incompreensão.
  • O mundo corporal não é autossuficiente nem isolado na manifestação universal.
    • Procede do domínio sutil, que é seu princípio imediato.
    • Liga-se, por graus, ao informe e ao não-manifestado.
    • Nada existe corporalmente sem elementos sutis subjacentes.
    • Esses elementos correspondem analogicamente ao “psíquico”.
    • Não existem objetos verdadeiramente “inanimados”.
    • A distinção entre “vivo” e “não-vivo” é apenas diferença de grau.
  • O verdadeiro “animismo”, entendido etimologicamente, exprime uma concepção cosmológica normal.
    • Afirma a presença de elementos anímicos em todas as coisas.
    • Opõe-se ao mecanicismo moderno.
    • É comum a todas as doutrinas tradicionais.
    • Não implica personificação nem culto das forças naturais.
    • Não se confunde com o espiritual propriamente dito.
  • Nas formas degeneradas, o aspecto metafísico desaparece e o aspecto cosmológico predomina.
    • O lado “psíquico” torna-se dominante.
    • Observadores modernos reduzem tudo à magia ou à feitiçaria.
    • Perdem o sentido profundo dos símbolos e ritos.
  • O “xamanismo” ilustra uma forma tradicional degenerada.
    • Possui cosmologia desenvolvida e estrutura dos “três mundos”.
    • Conserva traços comparáveis a ritos védicos.
    • Mantém transmissão de poderes tradicionais.
    • Foca-se principalmente em magia e divinação.
    • Indica degeneração e possível desvio.
    • O vínculo individual com um animal sugere identificação suspeita.
    • Aproxima-se, em certos casos, da licantropia.
  • O xamanismo distingue influências psíquicas benéficas e maléficas.
    • Ocupa-se sobretudo das influências maléficas.
    • Visa neutralizá-las, não cultuá-las.
    • Não constitui necessariamente satanismo consciente.
    • O manejo constante dessas forças conduz à feitiçaria.
    • Trata-se de magia mais vital e perigosa que as formas ocidentais degeneradas.
  • O contato contínuo com forças psíquicas inferiores é altamente perigoso.
    • É nocivo ao próprio xamã.
    • Pode servir a fins alheios aos praticantes.
    • Certos agentes mais conscientes utilizam tais forças deliberadamente.
    • Os praticantes tornam-se instrumentos inconscientes.
    • Existem “reservatórios” de influências distribuídos estrategicamente.
    • Esses reservatórios servem aos desígnios das potências da perdição moderna.
  • Resíduos de tradições autênticas podem ser instrumentalizados na subversão.
    • A vitalidade remanescente torna-os aptos a manipulação.
    • A degeneração facilita sua utilização para fins inferiores.
    • O problema exige explicações adicionais sobre essa subversão.
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