User Tools

Site Tools


lings:hora11:aquele-que-nao-tem

ÀQUELE QUE NÃO TEM

  • A cegueira do homem moderno sobre a própria corrupção leva-o a questionar a justiça divina diante das catástrofes atuais, invertendo a percepção tradicional que reconhecia a culpa inerente a sua época.
    • Incapacidade de discernir a verdadeira natureza humana.
    • Ilusão de superioridade moral sobre o passado.
    • Questionamento da “Ira de Deus” como sintoma de ignorância.
  • A universalidade das tradições define a queda humana como a perda da centralidade e do contato com o eixo vertical, restando como único critério de valor a proximidade ou distanciamento em relação ao papel de mediador pontífice.
    • Consenso sobre a perda do contato com estados superiores.
    • Incapacidade de ser o “Homem Verdadeiro” (Taoismo).
    • Definição de “pecado original” como privação da função de Pontifex.
  • O desvio moderno distingue-se de todas as decadências anteriores por negar a existência da norma primordial e orgulhar-se de uma suposta ascensão a partir de baixo, invertendo a consciência ancestral da origem divina.
    • Recusa em admitir a queda abaixo da norma.
    • Fabricação de uma nova norma baseada na decadência.
    • Crença inédita de que o homem “sobe” em vez de “descer”.
  • A religião revelada surge providencialmente como resposta à queda para restaurar o elo com o transcendente e restabelecer temporariamente a perfeição terrestre, embora a tendência cíclica geral permaneça descendente.
    • Função de reabrir o caminho para a centralidade.
    • Estabelecimento do Krita-Yuga pelos ritos cumpridos.
    • Necessidade de revelações sucessivas para conter o declínio.
  • A mentalidade dominante na civilização atual constitui uma capitulação inconsciente diante da falsidade sobre a natureza humana, levando à crença absurda de que não houve perda alguma e de que a humanidade evoluída superou a necessidade do dogma do pecado original.
    • Definição do homem moderno pela negatividade extrema.
    • Esquecimento total da perda sofrida.
    • Tentativa de autoridades religiosas de abolir o pecado original por “dignidade”.
  • A recusa racionalista e científica das verdades transcendentes resulta paradoxalmente na perda da própria razão e na adesão a teorias infraracionais e anticientíficas, conforme ilustrado pela dinâmica espiritual da parábola dos talentos.
    • Privação da lógica e da ciência no momento de maior necessidade.
    • Fechamento ao Espírito como causa da estupidez.
    • Vulnerabilidade a convicções enganosas.
  • O racionalismo e o cientificismo atuam como polos de uma pseudo-religião moderna onde a fé subjetiva no progresso é sustentada pelo dogma objetivo da evolução, paralisando a inteligência com uma falsa transcendência.
    • Racionalismo alimentando a pseudo-fé no progresso.
    • Cientificismo fornecendo a pseudo-doutrina evolucionista.
    • Cientista como sumo sacerdote que fala ex cathedra.
  • A aceitação generalizada do evolucionismo pelo público leigo decorre menos da compreensão técnica do que da confiança cega na autoridade sacerdotal do cientista e do desejo de confirmar a fé no progresso.
    • Uso de jargão técnico para intimidar o profano.
    • Adesão do cientista à evolução por motivos religiosos, não científicos.
    • Vontade do público de ser enganado.
  • As teorias da evolução e do progresso sustentam-se mutuamente como um castelo de cartas, sendo necessário recorrer a cientistas dissidentes como Douglas Dewar e Evan Shute para desmascarar a ilusão transformista.
    • Dependência recíproca entre as duas ideologias.
    • Uso da evolução como caução para o progresso contra as evidências.
    • Alívio intelectual proporcionado por avaliações objetivas não-evolucionistas.
  • A distinção crucial estabelecida por Shute demonstra que a micro-evolução observável confirma a estabilidade das espécies e as barreiras naturais, tornando a hipótese da mega-evolução não apenas não demonstrada mas logicamente perversa.
    • Micro-evolução como fato em escala limitada.
    • Existência de barreiras invisíveis na natureza.
    • Extrapolação abusiva para a transformação de classes (répteis em aves).
  • A análise das dissensões internas entre os próprios evolucionistas revela que as diversas hipóteses explicativas se anulam reciprocamente, expondo a teoria da mega-evolução como uma fraude intelectual.
    • Reino da hipótese como reino da discórdia.
    • Críticas devastadoras de cientistas contra seus próprios colegas.
    • Resultado líquido nulo das teorias combinadas.
  • A complexidade anatômica irredutível, exemplificada pela diferença estrutural entre o pé humano e o pé símio, refuta as simplificações desonestas de Darwin sobre a capacidade preênsil e a suposta transição gradual.
    • Argumentos de Dewar contra a ignorância explorada pelos textos evolucionistas.
    • Função do ligamento transversal no pé humano.
    • Impossibilidade mecânica de transformar o pé em mão preênsil sem destruí-lo.
  • A transposição ilegítima da ascensão espiritual vertical para o plano temporal horizontal cria a ilusão de um progresso contínuo que ignora a lei natural e histórica dos ciclos de crescimento e declínio.
    • Confusão entre saída do tempo e extensão no tempo.
    • Fases de nascimento, auge e declínio em todas as civilizações.
    • Omissão sistemática da fase de degeneração pela teoria evolucionista.
  • A ciência antiga e as religiões situam a origem do homem e do universo no ato criador divino fora da duração temporal, reconhecendo que apenas o desenvolvimento civilizacional subsequente está sujeito às fases de crescimento e declínio.
    • Transcendência da origem em relação à observação temporal.
    • Raiz eterna da espiritualidade e dos fundadores religiosos.
    • Aplicação do ciclo temporal apenas à civilização teocêntrica manifestada.
  • O distanciamento extremo do Princípio na fase final do ciclo manifesta-se na perda da função mediadora do homem e na sua orientação centrífuga para a animalidade, visível na própria fisionomia dos contemporâneos.
    • Homem visto apenas como cume do reino animal.
    • Orientação para a fronteira com os estados inferiores.
    • Degeneração física como evidência contra a evolução.
  • A impossibilidade biológica de transmutação de espécies no plano físico não exclui a mudança de estado póstuma no samsara, onde a perda da centralidade humana pode levar ao renascimento em condições periféricas ou animais.
    • Estabilidade das formas na vida terrestre.
    • Possibilidade de “tornar-se macaco” em outro estado de existência.
    • Reversibilidade de estados através da Roda da Existência universal.
  • A doutrina do samsara, explícita nas tradições orientais e implícita no monoteísmo, torna-se novamente acessível para explicar a condição humana e a necessidade de transcendência aos que buscam estudo sério.
    • Função da religião de dosar o conhecimento.
    • Reabertura do acesso ao conhecimento hindu e budista no Ocidente.
    • Necessidade de compreender a transmigração.
  • A estrutura do samsara concede apenas à espécie central de cada estado a possibilidade de escapar da cadeia de existências através da porta estreita, exigindo do homem uma cooperação ativa sob pena de queda para estados periféricos.
    • Série indefinida de mundos infradivinos.
    • Privilégio exclusivo do ser central (homem).
    • Consequências póstumas da infração às normas da centralidade.
  • A restrição das religiões monoteístas à perspectiva de um único mundo justifica-se pela urgência da salvação imediata, mas a inteligência contemplativa requer a cosmologia completa do samsara para meditar sobre a Infinitude divina.
    • Foco na evasão do mundo atual (“a cada dia basta sua pena”).
    • Direitos da verdade total sobre a cosmologia reduzida.
    • Necessidade de responder a questões abertas.
  • A proliferação de questionamentos céticos sobre a justiça divina diante das desigualdades exige respostas que a perspectiva monoteísta comum deixa em suspenso, alimentando a incredulidade dos espíritos modernos.
    • Mudança na atitude mental das massas (“espíritos emancipados”).
    • Ataques à Justiça Divina baseados em fatos inexplicados.
    • Perigo de deixar perguntas sem resposta.
  • A desigualdade das condições espirituais e morais no nascimento explica-se logicamente pela herança de existências anteriores, onde a disposição centrífuga desenvolvida acarreta um posicionamento periférico na vida atual.
    • Justificativa para o nascimento em ambientes desfavoráveis.
    • Posição humana como resultado de mérito ou demérito prévio.
    • Responsabilidade individual pela perda de “chances iguais”.
  • A interpretação equivocada do samsara como reencarnação terrestre pode diluir a urgência da salvação, mas é menos nociva do que a crença moderna na inexistência total de vida após a morte.
    • Perigo da ilusão de uma “nova chance” no mesmo mundo.
    • Valor da doutrina para galvanizar a vontade (risco de nascer animal).
    • Sombra do niilismo sobre a infância moderna.
  • A doutrina da reencarnação mantém uma referência metafórica à verdade, enquanto o evolucionismo constitui uma paródia grosseira que achata a verticalidade espiritual e promete uma imortalidade ilusória na memória histórica.
    • Caráter metafórico da reencarnação popular.
    • Achatar do vertical no horizontal pelo progresso.
    • Recompensa póstuma absurda dada a um cadáver (fama).
  • O sistema educacional ocidental promove uma doutrinação sutil na pseudo-religião modernista que neutraliza a fé cristã, levando os estudantes a sacrificarem a sinceridade intelectual e a paralisarem o pensamento para evitar conflitos.
    • Ensino do cristianismo com desculpas e timidez.
    • Tratamento do Gênesis como mito (no sentido pejorativo).
    • Violação do mandamento de amar a Deus com todo o entendimento.
  • A tentativa desesperada de Teilhard de Chardin de conciliar religião e evolucionismo resulta em uma paralisia mental que bloqueia o raciocínio lógico e ignora as contradições flagrantes entre as duas perspectivas.
    • Criação de canais secundários para ilusão de atividade mental.
    • Recusa radical em fazer as perguntas óbvias.
    • Sedução baseada na engenhosidade do auto-engano.
  • A aceitação simultânea de Deus e da evolução levanta questões insolúveis sobre a natureza divina, como a razão de Deus ter permitido milênios de “erro” tradicional e Nostalgia do Paraíso apenas para revelar a “verdade” através de um leigo destruidor da fé.
    • Contradição entre a pedagogia divina e a descoberta darwinista.
    • Problema da confiabilidade das religiões anteriores.
    • Natureza de um Deus que engana ou é incompetente.
  • A invocação do mistério divino não basta para conciliar Deus e o evolucionismo, pois essa união forçada resulta na imagem blasfema de uma divindade incompetente e monstruosa.
    • Insuficiência do argumento “vias insondáveis”.
    • Teilhardismo como adoração de um monstro infrahumano.
    • Exclusão recíproca entre Deus e evolução para a mente sã.
  • A associação pedagógica fraudulenta entre a descoberta astronômica de Copérnico e a hipótese biológica de Darwin visa conferir certeza científica a uma mera conjectura para destruir o respeito pela Tradição.
    • Falsa lógica na comparação entre fatos e hipóteses.
    • Indução dos professores e alunos ao erro.
    • Promoção do agnosticismo ou ateísmo na juventude.
  • O ensino honesto deveria contrastar a hipótese evolucionista recente com a universalidade da doutrina tradicional dos quatro ciclos e com as evidências linguísticas de que as línguas antigas eram superiores e mais complexas.
    • Necessidade de ensinar “toda a verdade”.
    • Consenso antigo sobre a regressão (Idades de Ouro, Prata, etc.).
    • Degradação histórica da complexidade linguística e conceitual.
  • A cosmologia tradicional inverte a perspectiva moderna ao afirmar que o inferior procede do superior, onde o mundo corpóreo é a projeção final de uma hierarquia que se origina na Realidade divina e no Espírito.
    • Realidade suprema como Verdade Absoluta e Criadora.
    • Hadith do “Tesouro Oculto”.
    • Desdobramento dos mundos espiritual, psíquico e corpóreo.
  • O simbolismo sagrado fundamenta-se na natureza hierárquica da realidade, onde os fenômenos terrestres atuam como suportes de reminiscência por serem projeções diretas e transparentes dos arquétipos superiores.
    • Raiz do símbolo na realidade que o projeta.
    • Distinção entre reflexos opacos e símbolos translúcidos.
    • Poder do símbolo de evocar a verdade transcendente.
  • A observação da natureza à luz do simbolismo, como no exemplo da aranha e sua teia, revela a estrutura concêntrica da criação e permite a reconciliação metafísica entre o geocentrismo e o heliocentrismo.
    • Hierarquias naturais (metais, pedras, insetos) como índices de valor.
    • Simbolismo da aranha como centro e onipresença.
    • Complementaridade entre o Sol (centro) e a órbita da Terra (inclusão).
  • A rejeição moderna dos múltiplos graus de existência esvazia de sentido o vocabulário filosófico tradicional, tornando ininteligíveis conceitos fundamentais como intelecto, metafísica e sabedoria.
    • Incompreensão da arte sacra e do pensamento antigo.
    • Limitação do significado das palavras ao nível psíquico.
    • Perda da referência à sabedoria supra-humana.
  • A restauração da ciência dos símbolos invalida a exegese racionalista e revela a profundidade metafísica das narrativas do Gênesis, como a divisão das águas e o simbolismo numérico da criação do homem no sexto dia.
    • Interpretação cosmológica do “partir das águas”.
    • Significado do número 6 (quaternário terrestre + centro + transcendência).
    • Ameaça da verdade tradicional à hipótese darwinista.
  • A forma humana constitui o cume da criação terrestre e a única porta de saída do samsara, distinguindo-se dos animais pela posse do Intelecto e pela capacidade de manifestar a síntese do Criador.
    • Homem como porta aberta para a Iluminação (Bodhi).
    • Animal como porta fechada em sua própria perfeição.
    • Exclusividade humana da razão, linguagem e forma vertical.
  • A perspectiva evolucionista carece de qualquer noção de normalidade intrínseca, reduzindo a beleza e a forma humana a flutuações temporais arbitrárias contrárias ao instinto estético natural.
    • Norma vista como questão de opinião ou época.
    • Reconhecimento instintivo da beleza absoluta.
    • Contraste com a degeneração visível da espécie.
  • A obra de Frithjof Schuon contrapõe-se à hipótese materialista ao demonstrar que a consciência do “eu” e a inteligência transcendente constituem evidências irrefutáveis da primazia do espírito sobre a matéria.
    • Pertinência do título “Do Divino ao Humano”.
    • Forças interiores superiores ao mundo externo.
    • Mistério da consciência e capacidade de captar verdades infinitas.
  • A naturalidade da ideia de Deus e do fenômeno religioso na consciência humana constitui uma prova ontológica de sua realidade objetiva, análoga à existência das asas que comprovam a existência do ar.
    • Adequação da inteligência ao real.
    • Argumento da finalidade dos órgãos e faculdades.
    • Argumentos de senso comum para convencer os não-metafísicos.
  • As explicações psicologistas da religião baseadas no medo ou no sonho implicam a suposição absurda de que a humanidade foi universalmente estúpida durante milênios e tornou-se subitamente lúcida em meio à decadência moral.
    • Inconsistência das teorias sobre a origem “infantil” da fé.
    • Contradição entre a inteligência antiga e a “estupidez” religiosa suposta.
    • Miopia filosófica da “lucidez” moderna.
  • A Igreja pós-conciliar, exemplificada pelos discursos humanistas e progressistas de Paulo VI, abandonou a luta contra o evolucionismo e optou por adaptar-se ao espírito moderno de culto ao homem e à novidade.
    • Omissão no uso de refutações científicas da evolução.
    • Elogio da técnica, audácia e conquista humana.
    • Rejeição do conservadorismo em favor do dinâmico e improvisado.
  • A nova orientação eclesiástica define-se pela aceitação incondicional do mundo moderno, substituindo o rigor tradicional por um otimismo humanista que professa abertamente o culto do Homem.
    • Abandono da síntese medieval e do pessimismo sobre a natureza humana.
    • Adoção de um “novo humanismo” pela Igreja.
    • Vontade de servir o mundo e ser “amável”.
  • A adesão das autoridades religiosas à ideologia do progresso e a dissolução da última resistência institucional contra a pseudo-religião moderna sinalizam o cumprimento das profecias sobre o fim do ciclo.
    • Colaboração da Igreja na construção do “mundo novo”.
    • Manutenção das inovações por João Paulo II.
    • Passagem da condenação à cumplicidade.
/home/mccastro/public_html/perenialistas/data/pages/lings/hora11/aquele-que-nao-tem.txt · Last modified: by 127.0.0.1

Except where otherwise noted, content on this wiki is licensed under the following license: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki