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RITUAL DE PURIFICAÇÃO
LINGS, Martin. A Sufi saint of the twentieth century: Shaikh Aḥmad al-ʻAlawī : his spiritual heritage and legacy. 2d ed., rev and enl. 1st California pbk. ed ed. Berkeley: University of California Press, 1973.
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O princípio geral de que o exoterismo é uma preparação indispensável para a via esotérica, exemplificado pela exigência na Tariqah Darqawi de que os noviços aprendessem de cor o Guia de Ibn Ashir, cujos três planos (teologia, lei e misticismo) são reintegrados no mais alto plano por Al-Minah al-Quddusiyyah, que dá uma interpretação mística tanto à doutrina quanto aos ritos.
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A diferença do comentário do Shaikh, que transpõe os dois planos inferiores (iman e islam) para o plano superior (ihsan).
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A proposta do Shaikh de seguir literalmente a parte do poema sobre Sufismo, embora já a tenha comentado implicitamente no que precede.
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A afirmação de que o simbolismo de um rito é a sua essência, sem a qual ele perde a qualidade ritual, sendo a definição do grau de purificação ou aniquilação simbolizada variável conforme a capacidade de concepção de cada um.
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A menção de Ghazali ao descalçar das sandálias na peregrinação como símbolo de despojar-se dos dois mundos.
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A citação de Ghazali sobre a água que desce do céu (Gnose) e os vales (Corações) que se enchem conforme sua capacidade.
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A posição do perfeito, que combina o significado exterior e interior, em contraste com o materialista (apegado ao exterior) e o pseudo-místico (apegado ao interior).
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O exemplo de Moisés, que obedeceu exteriormente descalçando as sandálias e interiormente despojando-se dos mundos.
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A possibilidade de o Shaikh ser o primeiro e o último a escrever um comentário abrangente que dá uma interpretação metafísica aos mínimos detalhes do ritual, incluindo o obrigatório, o recomendado, o permitido, o desencorajado e o proibido.
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A abrangência do comentário para além do que é meramente obrigatório (fard).
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O comentário sobre o versículo de Ibn 'Ashir relativo à pureza através da água, identificando a “Água Absoluta” ou “Água do Invisível” como a Lisura com que o mundo visível é inundado, Una em Si mesma na aparente multiplicidade, e que é a única que verdadeiramente purifica da existência do “outro”.
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A distinção entre a Água do Invisível, que é a única que vale para a purificação, e as águas do mundo sensível e psíquico, que são como areia seca por terem sofrido mudança.
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A localização das nascentes desta Água nos Corações dos Gnomos, a cujas tendas o aspirante deve recorrer.
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A classificação da água em três tipos conforme a adulteração: impura (adulterada pela alma inferior que reivindica existência independente), limpa (para uso comum, associada ao amor excessivo do próximo mundo) e Pura (para o culto e visão de Deus, associada a quem não tem desejo senão do Senhor).
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A citação do poeta que distingue o culto por medo do Inferno ou desejo do Paraíso do culto daquele que está totalmente penetrado pelo Amor divino.
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A exceção feita para a água que sofreu mudança apenas por estagnação ou por ter derretido após congelamento, sendo considerada pura para o culto na ausência da Água Real.
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A aplicação da exceção da estagnação ao mundo intermediário.
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A aplicação da exceção do degelo ao mundo sensível, que, ao retornar ao Arquétipo (Água Absoluta) após a cristalização, é considerado como tal, conforme o dito do poeta da 'Ainiyyah sobre o mundo ser um bloco de gelo.
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A definição do propósito da ablução no Islã como a remoção da impureza interior, simbolizada pela impureza exterior, sendo que, no mais alto nível, a impureza é a própria existência de outro que não Deus.
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O significado de contaminação (hadath) como existência efêmera (hudath) ou existência de outro que não Deus.
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A necessidade de verter a Água Absoluta sobre a aparência externa das criaturas para que o escravo cesse de condená-las com base em seus defeitos aparentes (transgressão, descrença, hipocrisia).
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A constatação de que, uma vez purificada a própria visão do escravo com esta Água, ele verifica que seu veredito anterior era falso, pois as coisas já são puras antes de serem purificadas.
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A distinção entre as duas abluções, a menor e a maior, sendo que a pureza da menor significa a extinção nos sete Atributos da Verdade, enquanto a Grande Pureza da maior, que envolve a lavagem de todo o corpo, é para os Profetas e os maiores Santos, resultando na visão súbita e total da Verdade em todas as Suas Manifestações.
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A pureza da ablução menor como algo corrente entre a generalidade dos Sufis e os eleitos.
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A visão, após a ablução maior, da verdade do versículo “Onde quer que vos volteis, aí está a Face de Deus”.
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A obtenção da Estação da Amizade Íntima (khullah), onde o Gnóstico é permeado pelo amor do Amado, misturado com seu Sangue e Carne, simbolizado pela necessidade de ensopar (takhil) o cabelo.
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