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ACONSELHAMENTO (3)
PALLIS, Marco. The Way and the Mountain: Tibet, Buddhism, and Tradition. 1st ed ed. New York: World Wisdom, Incorporated, 2008.
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A vinculação prévia a uma forma tradicional autêntica deve ser o ponto de partida para a instrução, visto que o indivíduo já se encontra moldado psiquicamente por essa estrutura e compreende sua linguagem simbólica sem esforço adicional.
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As possibilidades positivas da forma atual devem ser priorizadas em qualquer orientação espiritual inicial.
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A linguagem de uma tradição familiar serve como o veículo natural para a comunicação de verdades mais profundas.
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Para o buscador desvinculado, a necessidade primária de uma base tradicional para a vida espiritual deve ser enfatizada em termos inequívocos, rejeitando-se a noção de um esoterismo no vácuo.
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O ser humano não é intelecto puro, mas possui mente e corpo que exigem meios externos e formais para sua ordenação.
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A insistência na disciplina da forma atua como um teste para o caráter da aspiração, permitindo uma imediata discriminação de espíritos frente às pretensões pseudoesotéricas modernistas.
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O desprezo moderno pelas formas, sob o pretexto de buscar o espírito puro, resulta frequentemente na substituição de símbolos concretos por abstrações mentais e da sabedoria tradicional por opiniões humanas.
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Muitos acreditam estar escapando da servidão da letra quando, na realidade, estão apenas abandonando as leis que expressam exteriormente a verdade universal.
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Deve-se distinguir entre o preconceito sistemático contra a forma e a desorientação sincera de quem foi influenciado pelo discurso antitradicional dominante.
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A recusa persistente em aceitar uma formação tradicional, baseada na alegação de imperfeições históricas das formas, constitui evidência de desqualificação espiritual.
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A forma implica necessariamente limitação e, por conseguinte, a possibilidade de corrupção; tal fato não invalida sua eficácia para os elementos da individualidade que pertencem à ordem formal.
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O pensamento, sendo ele próprio uma faculdade formal, necessita de uma estrutura tradicional correspondente para sua retificação.
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O princípio da conformidade tradicional não exige a negação de fatos incontestáveis sobre a corrupção humana nas civilizações tradicionais, especialmente em tempos recentes.
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Reconhecer manifestações de corruptibilidade humana é compatível com a adesão aos princípios doutrinários.
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A profanidade moderna pode ser rastreada, em linha direta, a desvios ocorridos dentro do seio de formas tradicionais em declínio.
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