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DALAI LAMA
PALLIS, Marco. The Way and the Mountain: Tibet, Buddhism, and Tradition. 1st ed ed. New York: World Wisdom, Incorporated, 2008.
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A curiosidade ocidental em relação ao Dalai Lama e ao seu peculiar método de seleção, desde o início do século XX, estendeu-se à existência de figuras veneradas no mundo tibetano, inapropriadamente chamadas de “Budas Vivos”, das quais o Dalai Lama e o Panchen Lama são exemplos, com a particularidade de o primeiro ter sido também o governante temporal do Tibete até a invasão chinesa, o que torna sua escolha por “reencarnação” um objeto de interesse singular, embora o termo seja impreciso.
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A atenção ocidental sobre o Tibete e suas instituições começou no início do século XX.
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O método de seleção do Dalai Lama é objeto de ampla curiosidade.
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Viajantes rotularam inapropriadamente certas figuras veneradas como “Budas Vivos”.
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O Dalai Lama e o Panchen Lama são exemplos dessas figuras veneradas.
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O fato de o Dalai Lama ter sido o governante temporal do Tibete até a invasão chinesa comunista intensificou o interesse por sua pessoa.
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A escolha do governante supremo do Tibete pelo método de “reencarnação” é um caso único no mundo.
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O termo “reencarnação” é considerado impreciso e não corresponde exatamente aos fatos.
A função do Dalai Lama que mais atrai o interesse europeu, a de governante político, é secundária, e mesmo sua posição eclesiástica de destaque no budismo não é exclusiva, sendo a comparação com o Papa falaciosa, pois sua autoridade não reside na definição da doutrina, mas sim em uma realização metafísica pessoal, caso ocorra.-
A função de governante político do Dalai Lama é secundária.
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A posição eclesiástica do Dalai Lama como membro do clero budista não é única, havendo outros de posição comparável.
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A comparação do Dalai Lama com o Papa é falaciosa.
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A função do Dalai Lama não está especificamente relacionada à definição da doutrina, ao contrário do Papa.
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O conhecimento espiritual e a capacidade de pronunciar-se sobre doutrina em um Dalai Lama são frutos de realização metafísica e esforço pessoal, não uma capacidade inerente ao seu ofício.
A função essencial do Dalai Lama é ser o representante terreno do princípio celestial da Compaixão, o Bodhisattva Chenrezig, também conhecido como Avalokiteshvara, cuja função ativa no mundo, como protetor do Tibete e da tradição budista, o coloca como ponto de contato com a fonte primordial, o Buddha Opagmed (Amitabha), representado pelo Panchen Lama, com quem suas funções estão interligadas de forma estática e dinâmica.-
A função essencial do Dalai Lama é representar na terra o princípio celestial da Compaixão.
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Este princípio é personificado como o Bodhisattva Chenrezig, também conhecido como Avalokiteshvara.
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Chenrezig é considerado o protetor do Tibete e da tradição budista.
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O Buddha Opagmed (Amitabha) é a fonte primordial da qual Chenrezig emana e de quem é discípulo.
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O Panchen Lama representa o Buddha Opagmed na terra.
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A função do Panchen Lama é relativamente estática, enquanto a do Dalai Lama é mais dinâmica, refletindo as características de Buddhas e Bodhisattvas.
A função primária do Dalai Lama, como Protetor da tradição tibetana, é uma “atividade de presença” que garante proteção celestial através de um fluxo ininterrupto de influência espiritual, independente de suas ações individuais como governante ou mestre.-
Chenrezig é o Protetor da tradição tibetana.
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A presença do Dalai Lama no coração do mundo tibetano é uma garantia de proteção celestial.
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O Dalai Lama é conhecido pelo título de “Protetor Precioso”.
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Através de sua pessoa flui uma corrente contínua de influência espiritual.
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A função do Dalai Lama é uma “atividade de presença”, que opera independentemente de suas ações individuais.
A transmissão de uma influência espiritual através de intermediários humanos não é mais impossível do que sua focalização em lugares ou objetos, como em Lourdes, pois um poder de uma ordem superior não encontra obstáculo na substância de uma ordem inferior, princípio que também explica a ocorrência de milagres como eventos normais em outro nível de realidade, sem contradição.-
A transmissão de influência espiritual por sucessão de intermediários humanos é análoga à sua focalização em lugares ou objetos sagrados.
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Um poder de uma ordem superior de realidade não encontra obstáculo na substância de uma ordem inferior.
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Este princípio ajuda a compreender a aceitação de milagres e acontecimentos sobrenaturais.
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Um evento que é miraculoso em um nível de realidade pode ser normal em outro, livre de certas limitações.
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A cura em Lourdes é um exemplo de evento simultaneamente miraculoso para os humanos e normal para a entidade que a opera.
A função do Dalai Lama pode ser positivamente comparada à do Papa, pois ambos veiculam uma influência espiritual específica independente do caráter individual do ocupante do cargo, embora essa influência possa ser retirada quando seu ciclo de manifestação se completa, possibilidade prevista pelos tibetanos e sugerida pelo décimo terceiro Dalai Lama em seu “Testamento”.-
Tanto a sucessão de Bispos de Roma quanto a de Dalai Lamas veiculam uma influência espiritual específica.
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O exercício da função não é afetado pelo caráter individual do ocupante do cargo.
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A competência do ocupante só é questionada se as condições tradicionais da nomeação forem desrespeitadas.
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Uma influência manifestada pode ser retirada quando seu ciclo de manifestação se completa.
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Os tibetanos preveem que a dinastia de Dalai Lamas um dia chegará ao fim.
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O décimo terceiro Dalai Lama, em seu “Testamento”, sugeriu essa possibilidade.
As considerações sobre a função do Dalai Lama aplicam-se aos demais Lamas Tulkus, que representam elos em cadeias de influência espiritual ligadas a centros específicos, sendo selecionados por métodos que buscam a criança sobre a qual a influência do predecessor, em termos não puramente individualistas, tenha se deslocado.-
Todos os outros Lamas Tulkus correspondem a um elo numa cadeia de influência espiritual.
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Cada cadeia está ligada a um centro específico, como uma fundação monástica.
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Os métodos de seleção dos Tulkus são semelhantes, buscando a criança em que a influência se manifestou.
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A noção de que o espírito do predecessor renasceu é uma expressão imprecisa que pode gerar equívocos.
A noção popular de “renascimento”, entendida como a passagem de uma constante individual para outro corpo, baseia-se na aceitação acrítica do “eu”, cuja verdadeira natureza é a chave para a sabedoria e cuja incompreensão perpetua a ignorância.-
A palavra “renascimento” sugere popularmente a ideia de uma constante individual que passa de um corpo a outro.
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Surge a pergunta comum sobre a identidade em vidas passadas ou futuras.
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A razoabilidade dessa pergunta depende da interpretação da palavra “eu”.
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A questão “Quem ou o que sou eu?” contém a chave para a sabedoria.
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A falta de uma resposta correta para essa questão mantém a pessoa na ignorância.
O Budismo, por meio da doutrina do anatma (“não-eu”), ataca o erro de confundir a verdadeira identidade com os acidentes do devir, recusando-se a reconhecer a natureza do eu em qualquer dos fatores que constituem a existência separada.-
A doutrina do anatma é uma característica distintiva e fundamental do ensinamento budista.
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O Budismo recusa-se a reconhecer a natureza do eu nos fatores que dão consciência da existência separada.
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A “técnica espiritual” budista visa minar a confiança na evidência do eu separado.
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A tendência de identificar-se com uma alma que passa imutável de existência em existência é tão enganosa quanto a identificação com o corpo.
O Budismo considera a personalidade empírica como um composto que surge e se desfaz no ciclo do Samsara, onde a sensação de um “eu” fixo é apenas um item num processo de devir, alimentando a ilusão existencial.-
O Budismo vê a personalidade empírica como algo que surge da interação de causas anteriores e se decompõe após completar seu ciclo.
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A sensação de um “eu” fixo e oponível ao “outro” é um dos principais alimentos da ilusão existencial.
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Esse senso de “eu” é apenas um item num processo de devir, parte da roda da existência (Samsara).
As visões populares sobre o “renascimento” distorcem a autêntica doutrina da transmigração ao interpretá-la com o desejo humano dualista, especialmente ao esperar uma série contínua de renascimentos em forma humana, ignorando as inúmeras outras possibilidades e a raridade da oportunidade do nascimento humano, conforme ensinado pelo Buda.-
As visões populares sobre “renascimento” resultam da interpretação da doutrina da transmigração pelo desejo humano dualista.
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Essa crítica aplica-se especialmente ao “reincarnacionismo” que espera renascimentos contínuos em forma humana.
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As possibilidades de existência não-humanas no universo são inúmeras em comparação com a humana.
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O Buda enfatizou a natureza excepcional da oportunidade do nascimento humano.
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O renascimento, na falta de Iluminação, não implica uma identidade individual que transita entre vidas.
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A relação entre uma vida e outra é comparável à de uma chama acesa a partir de outra: nem a mesma, nem totalmente diferente.
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Esta é a doutrina do Caminho do Meio.
A doutrina do não-eu aplica-se também aos Lamas Tulkus, cuja individualidade é distinta e sujeita às vicissitudes humanas, sendo a influência espiritual que neles se manifesta que pode ser dita renascer na sucessão, enquanto eles próprios renascem do amadurecimento de causas anteriores.-
A doutrina do não-eu não abre exceção para os Lamas Tulkus.
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Como indivíduos, os membros de uma linhagem de Tulkus são distintos e sujeitos às vicissitudes da existência.
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É a influência espiritual que se apodera de suas pessoas que pode ser dita renascer na linhagem.
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Os próprios Tulkus, em sua capacidade pessoal, renascem do amadurecimento de causas anteriores.
Após o renascimento como Tulku, é apropriado que o Lama fale em nome da influência que representa na primeira pessoa, em contraste com a mentalidade ocidental individualista, o que reflete a tendência tibetana de enfatizar o aspecto funcional da pessoa, evitando epítetos pessoais, embora se deva evitar erigir novas doutrinas a partir de interpretações populares.-
Um Lama Tulku pode falar em nome da influência que representa, usando a primeira pessoa.
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Ao fazê-lo, ele se coloca em posição de apagamento quanto à sua individualidade.
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Os tibetanos tendem a enfatizar o aspecto funcional da pessoa, ao contrário dos europeus individualistas.
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Pessoas simples criam títulos funcionais para evitar o uso de epítetos pessoais.
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Deve-se evitar erigir novas doutrinas com base em interpretações populares, como certas crenças reencarnacionistas.
O termo “Lama” é usado de forma ambígua, mas no Tibete aplica-se corretamente apenas a três casos: um Lama Tulku, um santo notável (especialmente chefe de linhagem iniciática) ou o próprio mestre espiritual (“guru”) de uma pessoa.-
A raiz da palavra “Lama” implica a ideia de superioridade.
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No Tibete, “Lama” não se aplica a todos os membros da congregação monástica.
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O título é usado para referir-se a um Lama Tulku, a um santo notável (especialmente chefe de linhagem iniciática), ou ao próprio mestre espiritual de alguém.
Embora seja impossível afirmar com certeza, a impressão é que, até recentemente, eleições “simoníacas” para a posição de Lama Tulku eram altamente improváveis devido ao peso da tradição e ao temor das consequências de um sacrilégio, mas nos últimos anos, algumas ocorrências suspeitas e uma atitude mais passiva das autoridades espirituais diante de possíveis abusos têm sido notadas.-
Surge a questão sobre a honestidade dos testes para identificação de Tulkus.
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Até recentemente, uma eleição “simoníaca” para Tulku era improvável.
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O peso da tradição impunha a observância das condições adequadas.
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As pessoas temiam as consequências temporais e post-mortem de um sacrilégio.
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Ocorrências suspeitas têm-se verificado nos últimos anos.
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As autoridades espirituais têm assumido uma atitude mais passiva diante de possíveis abusos.
Existem causas para ansiedade, como um alegado aumento no número de Tulkus descobertos em famílias abastadas, possivelmente por motivos econômicos, e dúvidas sobre a confiabilidade das credenciais de muitos Tulkus popularmente admitidos, questões que só a autoridade tradicional pode inquirir.-
Há um alegado aumento no número de Tulkus descobertos em famílias ricas.
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A razão pode ser o desejo de atrair a riqueza de uma família para a comunidade monástica.
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Esses casos, embora poucos, são causa de ansiedade.
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Questiona-se se as credenciais de todos os muitos Tulkus popularmente admitidos são igualmente confiáveis.
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Duvida-se se todas as precauções foram tomadas para verificar a autenticidade da reivindicação à posição.
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A autoridade tradicional é a única competente para investigar tais questões.
A questão de por que o fenômeno dos Lamas Tulkus se confinou ao mundo tibetano não tem uma resposta definitiva, exigindo uma “situação” precisa da questão, pois uma resposta superficial é sempre suspeita, dado que o Espírito sopra onde quer e cada manifestação espiritual é única e implica uma certa “localização”.-
O fenômeno dos Lamas Tulkus confinou-se ao mundo tibetano.
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A questão não tem uma resposta única e definitiva.
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O Espírito sopra onde quer, “ludicamente”, como dizem os hindus.
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Cada manifestação espiritual é única e implica um certo grau de “localização”.
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A pergunta sobre por que a Virgem Maria escolheu Lourdes para manifestar seu poder de cura é, em última análise, sem sentido.
Além das considerações gerais sobre a singularidade e sacralidade de cada fenômeno, podem-se avançar duas razões para a incidência da Tulkuidade no Tibete: o vigor extremo do espírito tradicional que atua como catalisador para graças especiais, e a possibilidade de o fenômeno ocorrer alhures mas passar despercebido pela ausência de critérios tradicionais, podendo também ser que outras civilizações tradicionais possuam fenômenos equivalentes, mas diferentes.-
O vigor extremo do espírito tradicional no Tibete atua como catalisador para graças especiais.
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O fenômeno pode ocorrer em outros lugares, mas permanece despercebido pela falta de critérios tradicionais.
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Outras civilizações tradicionais podem ter fenômenos equivalentes, mas diferentes, que excluem esta forma específica de espiritualidade para evitar redundância.
Casos históricos comparáveis ao dos Tulkus tibetanos incluem a sucessão de gatos sagrados no Egito antigo, que atuavam como suportes para a influência da deusa Pasht, e a identificação, pela ordem islâmica dos dervixes Begtashi, de um de seus próprios santos com o cristão São Spiridon, o que um tibetano explicaria como dois Tulkus da mesma influência.-
A sucessão de gatos sagrados no Egito antigo, reconhecidos por sinais especiais, é comparável à dos Tulkus tibetanos.
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A identificação, pela ordem islâmica dos dervixes Begtashi, de um de seus santos com o cristão São Spiridon é um caso extraordinário.
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O corpo de São Spiridon, em Corfu, recebeu doações de muçulmanos e cristãos devido a essa identificação.
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Um tibetano explicaria esse fato como dois Tulkus da mesma influência.
A função essencial do Dalai Lama, e dos demais Lamas Tulkus, é uma atividade de presença, razão pela qual o afastamento prolongado é prejudicial, e a decisão de permanecer no Tibete durante a crise do ultimato chinês, embora frustrasse as expectativas de fuga, foi considerada correta pelos tibetanos por preservar essa função espiritual em tempo de grande necessidade.-
A função essencial do Dalai Lama e dos outros Lamas Tulkus é uma atividade de presença.
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A presença pessoal é fundamental; afastar-se por muito tempo ou para muito longe é prejudicial.
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Durante a crise do ultimato chinês, a decisão do Dalai Lama de permanecer no Tibete foi debatida.
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Os tibetanos com quem o autor discutiu o assunto eram unânimes em considerar a presença do Dalai Lama no Tibete como essencial.
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A decisão de ficar foi vista como acertada por preservar o interesse espiritual acima de considerações políticas.
A decisão de permanecer foi encorajada pela doutrina tradicional do Bodhisattva Chenrezig, o “Pastor Todo-Misericordioso”, que não entra no aprisco (Nirvana) antes de recolher todas as ovelhas (seres sofredores), simbolismo que expressa o espírito do Mahayana e justifica a escolha do Dalai Lama de não abandonar seu rebanho.-
Chenrezig é conhecido como o “Pastor Todo-Misericordioso”.
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A parábola do pastor que só entra no aprisco após recolher todas as ovelhas simboliza a compaixão.
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As ovelhas representam todos os seres sofredores do universo.
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A porta do aprisco é a porta da Iluminação (Nirvana).
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Este simbolismo, reminiscente do Bom Pastor do Evangelho, expressa o espírito do Mahayana.
A subsequente viagem forçada do Dalai Lama a Pequim coincidiu com uma inundação devastadora no sul do Tibete, um evento extraordinário que alguns interpretaram como um aviso celestial contra as profanações, ilustrando como os eventos naturais podem ter um significado simbólico e exigir o dom espiritual do discernimento para serem interpretados como “sinais dos tempos”.-
A viagem forçada do Dalai Lama a Pequim em 1954 coincidiu com uma inundação devastadora no sul do Tibete.
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A conjunção de eventos levou alguns a questionar se não se tratava de um aviso celestial.
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Eventos naturais e interferência sobrenatural não se excluem mutuamente no complexo padrão da causalidade universal.
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Até um evento comum tem duas faces: uma aparente aos sentidos e outra inteligível através do simbolismo.
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O discernimento, um dom espiritual, é necessário para interpretar os “sinais dos tempos”.
A ausência do Dalai Lama em Pequim foi breve, e seu retorno, atendendo ao clamor popular, foi um ato político que poderia ter aproximado os chineses dos tibetanos, mas a fúria ideológica comunista impediu que isso acontecesse, culminando na fuga do Dalai Lama para a Índia em 1959, quando sua liberdade pessoal foi ameaçada.-
A ausência do Dalai Lama em Pequim foi mais curta do que o esperado.
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O retorno do Dalai Lama atendeu ao clamor popular tibetano.
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Uma China mais antiga poderia ter aproveitado essa oportunidade para ganhar a confiança dos tibetanos.
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A fúria ideológica dos comunistas impediu uma abordagem política mais sábia.
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A resistência armada em Lhasa em 1959 foi provocada pela crença de que a liberdade do Dalai Lama estava ameaçada.
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O Dalai Lama fugiu para a Índia.
Apesar dos trágicos eventos e da simpatia pelo povo tibetano e seu líder, o fato essencial sobre o Dalai Lama é sua “atividade de presença”, e embora no nível popular haja uma confusão inevitável entre função e pessoa, é importante reafirmar a verdadeira doutrina com precisão, especialmente em tempos de descrédito da religião.-
O fato essencial sobre o Dalai Lama é sua “atividade de presença”.
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No nível popular, a reverência e lealdade tendem a confundir a função com a pessoa do Dalai Lama.
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Essas confusões são inescapáveis, mas não representam um perigo sério se não forem longe demais.
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É importante reafirmar a verdadeira doutrina em termos inteligíveis e com a máxima precisão, especialmente em tempos de descrédito da religião.
O Dalai Lama, como ser humano, está sujeito a limitações individuais e pode tornar-se um santo ou revelar defeitos, mas não pode acrescentar ou subtrair nada à influência espiritual que se irradia através de sua pessoa, sendo natural que atos de compaixão sejam atribuídos a Chenrezig e falhas sejam atenuadas, embora isso contenha um elemento de erro que deve ser apontado.-
O Dalai Lama, como ser humano, está sujeito a limitações e consequências individuais.
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Ele pode tornar-se um santo pelo esforço espiritual, revelar defeitos ou permanecer medíocre.
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Ele não pode acrescentar nem subtrair nada à influência espiritual que irradia através de sua pessoa.
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É natural que atos de compaixão de um Dalai Lama sejam atribuídos a Chenrezig.
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É igualmente natural que falhas de um Dalai Lama sejam atenuadas como não atribuíveis ao Bodhisattva.
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No entanto, há um elemento de erro nessa atribuição que deve ser apontado ao tratar do tema.
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