schaya:genesis
CRIAÇÃO, IMAGEM DE DEUS
SCHAYA, Leo. L’Homme et l’Absolu selon la Kabbale. Paris: Dervy-Livres, 1977.
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A Tradição considera as formas e leis do Cosmos como meios de reconduzir todas as coisas à sua Causa primeira e divina, afirmando que nada possui existência própria fora do Único Real, que é ao mesmo tempo Essência e Existência e cujo protótipo supremo é o Próprio Deus, de modo que a criação se apresenta como manifestação hierárquica de Seus atributos e como finalidade última de retorno a Ele :contentReference.
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A inexistência de realidade autônoma nas coisas enquanto expressões do Único.
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A compreensão da criação como desdobramento simbólico dos Arquétipos eternos.
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A afirmação de que Deus é simultaneamente Princípio e Fim de tudo o que existe.
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No seio da Não-Dualidade, Deus permanece como Essência supra-inteligível e Unidade absoluta que, ao manifestar-Se, Se contempla em Seus Aspectos arquetípicos, designados como Sefiroth, cujas determinações culminam na criação enquanto integração dos múltiplos aspectos do Uno :contentReference.
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A distinção entre Essência incognoscível e seus Aspectos manifestos.
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A enumeração das Sefiroth como determinações supremas do Ser.
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A criação entendida como integração dos aspectos indivisíveis do Uno.
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A criação é descrita como projeção do mundo celeste e das Sefiroth no mundo inferior, sendo as realidades cósmicas imagens do infinito divino, enquanto a onisciência divina permanece independente dessa projeção e a contemplação humana do Cosmos constitui via simbólica de conhecimento do Real :contentReference.
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O mundo inferior como imagem do mundo espiritual.
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A distinção entre conhecimento divino absoluto e conhecimento humano simbólico.
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A referência a Baal-Schem e à ascensão espiritual pelos graus da criação.
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A doutrina cabalística da Contração, evocada por Baal-Schem, apresenta a criação como retração simbólica da Plenitude divina que abre espaço para a manifestação dos mundos, mediante diminuição da Luz para permitir a existência das criaturas :contentReference.
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A Contração entendida como linguagem simbólica da gênese.
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A ideia de “lugar” como possibilidade no Infinito.
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A função da diminuição da Luz para a emergência dos seres.
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A dinâmica das Sefiroth revela-se como emanação hierárquica desde Kether até Malkhuth, articulando influxo, rigor e graça na constituição do Cosmos, no qual cada mundo exprime reflexo da Plenitude retirada e novamente comunicada pela Shekhinah :contentReference.
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A oposição e complementaridade entre Graça e Rigor.
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A Shekhinah como presença imanente e receptiva.
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O mundo como vestígio da Plenitude na Contração.
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A noção de véu cósmico, simbolizada pelo Parod e pelo Tsimtsum, define o criado como aparência ou ilusão relativa, na qual as formas existem como reflexos do Arquétipo divino, sendo Abel figura dessa condição transitória :contentReference.
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A criação como ilusão sem ser puro nada.
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A referência ao Zohar e à definição do criado como habel.
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A multiplicidade como expressão de um único reflexo.
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A Cabala distingue as Sefiroth como reflexos da Unidade e explica que a criação é obra da Shekhinah, enquanto toda realidade criada, embora ilusória, conserva participação na Verdade divina por refletir o Real :contentReference.
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A distinção entre Unidade suprema e manifestações.
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A Shekhinah como princípio da obra criadora.
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A ilusão entendida como reflexo do Real e não como negação absoluta.
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A obscuridade originada pela Contração constitui o “vazio” que permite à Luz projetar-se, transformando a substância em espelho da Verdade, enquanto a vanidade consiste na opacidade transitória que oculta essa função refletora :contentReference.
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A criação como obscurecimento luminoso.
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A condensação progressiva da substância.
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A vanidade como perda temporária da transparência ao Divino.
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As dez Sefiroth manifestam-se no plano macrocósmico como estrutura dos céus e no plano microcósmico como constituição do homem, que sintetiza em si os graus do universo e representa o Mundo da Criação espiritual :contentReference.
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Kether, Hokhmah e Binah como princípios supremos.
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A identificação do homem como microcosmo.
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A correspondência entre estrutura celeste e estrutura humana.
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A ordem cósmica das Sefiroth determina os estados do universo, os ciclos temporais e a estrutura do espaço sagrado, enquanto o homem, como imagem perfeita do Macrocosmo, integra espiritualmente todos os graus da criação :contentReference.
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A correspondência entre sete céus e sete terras.
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A simbolização dos ciclos jubilares.
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A centralidade do homem na economia da criação.
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A criação como imagem de Deus implica processo de descida e retorno, no qual o homem, por suas faculdades espirituais, participa da Conhecimento divino e realiza a recondução do múltiplo ao Uno :contentReference.
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A relação entre mundos da Emanação, Criação e Ação.
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A lei do homem como reflexo das Sefiroth.
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A reunião dos dispersos como cumprimento da unidade.
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A inversão final da criação realiza-se pela conversão e retorno ao Centro, simbolizados pela Teshuvah e pela reintegração do Cosmos na Realidade divina, culminando na dissolução da aparência no Princípio absoluto :contentReference.
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A Teshuvah como retorno integral ao Centro.
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A Redenção como reabsorção no Princípio.
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A reintegração do mundo no Ato divino eterno.
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