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JOGO DAS HIPÓSTASES

  • A definição do Absoluto implica necessariamente a Infinitude e a tendência do Bem Soberano de comunicar-se, resultando na projeção do mundo como uma consequência da natureza intrínseca da realidade suprema.
    • O Absoluto como Realidade necessária e não apenas possível.
    • O mundo existe porque o Absoluto implica o Infinito.
    • Princípio agostiniano de que o Bem tende a se difundir.
  • A manifestação do Infinito e do Bem no mundo ocorre respectivamente através dos modos de extensão e dos fenômenos qualitativos, constituindo os pilares da existência universal e os reflexos das dimensões divinas.
    • Infinito refletido no espaço, tempo, forma, número e matéria.
    • Bem ou Perfeição manifestado nas qualidades das coisas.
    • Distinção entre o que os fatores são em si e como se manifestam.
  • A intervenção da Relatividade divina ou Maya permite que as dimensões intrínsecas de Infinitude e Perfeição se afirmem em sentido descendente para dar lugar a uma hierarquia hipostática criadora.
    • Passagem das dimensões intrínsecas para a Infinitude operativa.
    • Produção da imagem do Absoluto pelo Rayonnement.
    • Gênese da manifestação cosmogônica.
  • O processo de projeção gera uma polarização onde o Infinito projeta o Absoluto e produz o Logos, que atua como o receptáculo de todas as perfeições possíveis e o lugar divino dos arquétipos.
    • Identidade entre projeção e polarização.
    • Logos como refração da Luz indivisa.
    • Tradução da potencialidade da Essência em possibilidades inesgotáveis.
  • A analogia geométrica ilustra a ordem divina identificando o Absoluto com o ponto, o Infinito operativo com o feixe de raios e o Bem projetado com o círculo que contém as perfeições.
    • Ponto que contém natureza, círculo e raios.
    • Distinção entre graus na projeção e modos na polarização.
    • Dinâmica de emanação do centro para a periferia.
  • A existência do mal decorre inevitavelmente das limitações de extensão espacial e temporal inerentes à manifestação, contendo um elemento de absurdo que o ser humano pode compreender abstratamente mas não concretamente.
    • Mal como privação ou excesso limitado.
    • Ininteligibilidade parcial do mal para o sentimento humano.
    • Deus como único refúgio de total inteligibilidade.
  • A correspondência entre a teologia trinitaria e os princípios metafísicos associa o Pai ao Absoluto e ao Ser, o Espírito Santo ao Infinito e à Vontade, e o Filho ao Bem e à Inteligência.
    • Paralelo com o ternário vedantino Sat, Chit e Ananda.
    • Identificação do Bem com a Consciência (Chit) que Deus tem de si mesmo.
    • Infinito como função de projeção ou Amor.
  • As relações entre as Hipóstases explicam-se pela imagem do círculo e dos raios, onde o Espírito emana do Pai como raio e é delegado pelo Filho como círculo, esclarecendo a doutrina do filioque.
    • Pai como centro ou ponto.
    • Espírito como raio que atravessa e constitui o círculo.
    • Filho como o círculo ou resultado da projeção.
  • A grandeza relativa das pessoas divinas varia conforme a perspectiva, sendo o Pai sempre maior, enquanto o Filho e o Espírito alternam superioridade dependendo se são vistos como princípio delegante ou como manifestação.
    • Superioridade absoluta do Pai como origem.
    • Filho maior que o Espírito enquanto o envia, mas menor enquanto é manifestado por ele.
    • Espírito maior que o Filho enquanto veículo de projeção.
  • O conceito de Absoluto Relativo define o estatuto das Hipóstases, que são relativas enquanto emanam da Essência, mas absolutas quando comparadas ao mundo criado.
    • Relatividade baseada na emanação ou distinção da Essência.
    • Absolutidade baseada na transcendência sobre o mundo.
    • Paradoxo necessário da linguagem teológica.
  • A aparente contradição entre as visões unitária e trinitária resolve-se no arquétipo do Absoluto, que une indissoluvelmente a Imutabilidade da fidelidade a si mesmo com o Rayonnement do dom de si.
    • Cristãos veem a Unidade subjacente à Trindade.
    • Muçulmanos veem a Trindade absorvida na Unidade.
    • Essência definida pela simultaneidade de ser imutável e radiante.
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