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schuon:divino-ao-humano:possibilidades

O PROBLEMA DA POSSIBILIDADE

  • A noção de possibilidade admite uma interpretação horizontal que opõe o incerto ao necessário e uma interpretação vertical retrospectiva onde a existência prova a necessidade causal da possibilidade subjacente.
    • Sentido prospectivo voltado para o incerto.
    • Sentido retrospectivo ou causal apontado para a manifestação.
    • Oposição entre o que pode não ser e o que deve ser.
  • A distinção metafísica inverte a relação empírica entre possível e real ao identificar o arquétipo possível como a verdadeira realidade e a manifestação como o elemento acidental ou ilusório.
    • Possível identificado ao arquétipo platônico.
    • Necessário cosmológico como contingente.
    • Possível principial como eminentemente real.
  • O critério de possibilidade define-se pelo que pode ser ou não ser, enquanto Deus une a absoluta Necessidade à infinita Possibilidade como fonte de tudo o que deve existir por participação.
    • Existência como necessidade relativa.
    • Deus como a Possibilidade ou Todo-Poderoso.
    • Indeterminação nos efeitos distantes.
  • A manifestação efetiva de certas possibilidades em detrimento de outras decorre exclusivamente de sua conformidade com um plano divino determinado que não pode ser alterado pela vontade humana.
    • Impossibilidade de contrariar a Vontade divina.
    • Perturbação do equilíbrio como hipótese absurda.
    • Integração de eventos na realização do possível.
  • A elaboração de um cosmos pressupõe uma vontade imanente de discriminação ou preferência divina que seleciona e impulsiona existencialmente certas realidades em vez de outras.
    • Analogia com a lei do mais forte na selva.
    • Mundo resultante de antinomias e combinações.
    • Caráter homogêneo derivado de uma Ideia divina.
  • A dualidade na Vontade divina distingue entre o querer existencial que abarca tudo o que acontece e o querer legislativo que deseja apenas a verdade e o bem para a inteligência humana.
    • Vontade subjetiva versus Vontade objetiva ou cósmica.
    • Mal querido como elemento constitutivo de um bem maior.
    • Aceitação das diferenciações na Divindade.
  • A onipotência divina não engloba o absurdo ou o que é contrário à Natureza divina, implicando que o mal não pode ser abolido totalmente pois é função da radiação exigida pelo Sumo Bem.
    • Exclusão da capacidade de ser outro.
    • Impossibilidade de abolir o mal em si.
    • Vínculo entre criação e radiação do Bem.
  • A distinção fundamental entre o Sobre-Ser como necessidade absoluta em si e o Ser como relatividade ou Maya define este último como a própria Possibilidade e uma menor absolutidade.
    • Sobre-Ser como absoluta Necessidade.
    • Ser como Possibilidade necessária em si mas contingente nos conteúdos.
    • Possibilidade como dimensão interna da infinitude.
  • A diferenciação na ordem das possibilidades separa aquelas que refletem a necessidade do Princípio gerando as coisas daquelas que manifestam a contingência gerando os modos.
    • Qualidades do Ser como ordem de possibilidades.
    • Participação das qualidades na necessidade absoluta.
    • Distinção entre o que deve ser e o que pode não ser.
  • A possibilidade privativa manifesta o contraste necessário na contingência e simboliza através da ausência o arquétipo suprassensorial ou o silêncio de profundidade e infinitude.
    • Experiência do silêncio como possibilidade.
    • Referência transcendente da privação.
    • Impossibilidade de experiência do nada puro.
  • O vazio empírico constitui uma experiência relativa de não-ser e atua como traço do Vazio principial e metacósmico, embora o Vazio absoluto seja impossível como realidade manifestável.
    • Éter como plenitude sutil.
    • Distinção entre vazio espacial e Vazio absoluto.
    • Conhecibilidade de princípio de todo o real.
  • A distinção entre impossibilidade metafísica e experiência física alerta para não confundir a causalidade essencial invariável com as modalidades circunstanciais que variam sempre.
    • Espaço como vazio simbólico e empírico.
    • Causalidade refere-se ao rapport essencial e não aos modos.
    • Exemplo da rotação da terra e a sucessão de dias.
  • A atribuição de infinitude varia conforme o referencial, sendo absoluta no Sobre-Ser e relativa no Ser, onde atua como abertura para a efusão inesgotável da diversidade.
    • Uso de linguagem elíptica para verdades transcendentes.
    • Violação da lógica pela verdade superior.
    • Ser como realizador da infinitude em modo relativo.
  • O nada identifica-se com a impossibilidade total e inexistente, mas a infinitude da Possibilidade empresta-lhe uma aparência ilusória que estende o mundo em limitações.
    • Impossibilidade em si versus impossibilidade lógica.
    • Função das possibilidades intermediárias.
    • Limitação como espelho do único Possível.
  • A crítica aos asharitas aponta que a Vontade divina não é um arbítrio individual que viola os princípios, mas segue a distinção necessária entre a Possibilidade e a Necessidade.
    • Rejeição da ideia de que Deus age contra a realidade.
    • Diferença entre Possibilidade (Maya) e Necessidade (Atma).
    • Conhecimento reservado aos conhecedores por Allah.
  • A natureza das possibilidades precede a sua existencialização divina, onde a refração diversificante produz modalidades inversas ou privativas através do polo obscuro da relatividade.
    • O não-querer divino como função da natureza da possibilidade.
    • Autodeterminação da possibilidade.
    • Logos luminoso e démiurgo tenebroso na raiz do mundo.
  • A distinção entre possibilidade abstrata e concreta esclarece que aquilo que não se realiza factualmente constitui uma impossibilidade real devido à natureza total do destino envolvido.
    • Possibilidade abstrata como ponto de vista humano.
    • Possibilidade concreta como o que deve ser para Deus.
    • Impossibilidade de facto baseada no destino.
  • A tensão entre liberdade e necessidade permeia o Ser e as coisas, onde a predominância da efetividade revela a necessidade enquanto o conteúdo pode manifestar a liberdade.
    • Possibilidade teórica versus prática.
    • Ser constituído de Liberdade (Infinito) e Necessidade (Absoluto).
    • Exemplo do voo do pássaro.
  • A máxima evangélica sobre a possibilidade total em Deus refere-se à irrupção milagrosa da Onipotência que permite ao ser humano transcender a roda cósmica rumo à Permanência divina.
    • Possibilidades como véus que restringem e manifestam.
    • Possibilidade absoluta como Véu supremo.
    • Tridimensionalidade de Ser, Consciência e Felicidade.
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