schuon:divino-ao-humano:revelacao
REFUTAR OU ACEITAR A REVELAÇÃO
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As histórias corânicas sobre a rejeição dos profetas ilustram um padrão de punição divina e recompensa, o qual os céticos tentam invalidar apelando para desculpas psicológicas ou para a negação moderna dos milagres.
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Justificativa humana para a fidelidade aos ídolos e tradições.
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Argumentos dos fariseus contra Cristo baseados na ortodoxia mosaica.
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Negação a priori da eficácia dos prodígios pelos modernos.
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A desculpa moderna para a incredulidade dos pagãos árabes ignora que a rejeição não se baseava em lógica sincera, mas no apego passional aos bens terrestres que impedia o reconhecimento da natureza do Profeta.
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Cegueira causada pelo amor desordenado ao mundo.
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Incapacidade de pressentir o Mensagem inscrita no coração.
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O julgamento da verdade religiosa exige uma disposição interna de conformidade com o Verdadeiro, pois o erro e a profanidade são incapazes de avaliar validamente o sagrado e a Mensagem divina.
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Natureza deiforme necessária para antecipar a verdade.
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Função unânime das religiões de desligar o homem do ego.
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Identificação dos psicólogos modernos com as limitações dos antigos pagãos.
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O homem providencialmente destinado a receber a Mensagem reconhece nela a melhor parte de si mesmo, não podendo escapar intelectual ou moralmente de uma verdade que reflete a realidade de seu próprio coração.
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Confrontação autêntica independente de choques culturais.
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Conversão baseada no reconhecimento interior.
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O Cristianismo defrontou-se com uma religião válida mas decadente, o Judaísmo, o que introduz a distinção entre o domínio dogmático necessário e o domínio das elaborações humanas que podem ser dispensáveis.
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Diferença entre o que deve ser e o que pode ser.
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Ortodoxia impecável versus ortodoxia problemática.
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Caráter abusivo de certas especulações rabínicas.
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A atuação de Cristo visou renovar e interiorizar a Lei ao atacar a mentalidade moralista e as interpretações problemáticas dos fariseus, agindo simultaneamente como Doutor da Lei e Profeta legislador.
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Abolição da Lei a posteriori em favor dos Sacramentos.
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Independência em relação à forma, mas não ao espírito da ortodoxia.
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A existência de cisões doutrinais profundas entre fariseus e saduceus demonstra que o Judaísmo da época não constituía um bloco perfeitamente homogêneo ou plenamente ortodoxo diante de Cristo.
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Heterodoxias graves da elite sacerdotal do Templo.
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Rejeição saduceia da tradição oral e da imortalidade.
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A incoerência lógica das facções judaicas, com saduceus praticando a Lei sem crer na eternidade e fariseus tolerando essa heresia no Templo, sugere que ambos tinham muito a aprender com o Mestre.
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Distinção entre lógica pura e lógica sectária.
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Proximidade espiritual dos Essênios com Jesus.
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Necessidade de acordo interno antes de acusar terceiros de heresia.
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A acusação de deicídio é teologicamente absurda, mas a rejeição coletiva de Jesus implica uma responsabilidade tradicional que deve ser compreendida à luz do amor divino e não do ódio inter-religioso.
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Direito do Mosaísmo à sobrevivência provado pelo Islã.
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Salvação pelo amor de Deus apesar das incompreensões.
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A recusa subjetiva de uma mensagem religiosa pode derivar do ódio à espiritualidade e à ascese, levando o homem a preferir um modus vivendi formalista que proteja seu ego contra a demanda divina pelo coração.
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Vontade de Deus de quebrar as cascas formais.
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Insistência de Cristo na interioridade.
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O Cristianismo prestou um serviço indireto ao Judaísmo ao catalisar seu retorno à plenitude de sua própria identidade, de modo análogo ao serviço prestado pelo Budismo ao Bramanismo.
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Aceitação de rejeições proféticas como purificação.
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Reafirmação das antigas revelações pelas novas.
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A constituição do Cristianismo como religião independente exigiu o abandono das prescrições mosaicas e a acumulação subsequente de definições teológicas que pertencem à margem humana e não à necessidade absoluta.
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Papel de São Paulo na desjudaização.
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Assistência indireta do Espírito Santo nas cristalizações tardias.
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Distinção entre inspiração apostólica e elaboração conciliar.
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A instituição do papado representa uma ortodoxia relativa e necessária para o mundo latino, mas torna-se problemática quando reivindica atributos de profeta e imperador que não lhe correspondem naturalmente.
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Adequação ao contexto ocidental.
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Crítica legítima da perspectiva grega.
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A resistência do paganismo europeu ao Cristianismo distinguia-se da árabe por conter motivos positivos baseados em valores tradicionais e intelectuais, além dos motivos negativos de mundanismo.
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Encontro entre uma bhakti vital e um jnana decadente.
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Mistura de racionalismo e sabedoria na oposição filosófica.
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O aristotelismo oferece a ferramenta da lógica correta, mas encoraja o excesso de pensamento em detrimento da intuição, transformando o silogismo em um luxo sistemático que pode sufocar a cognição.
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Utilidade condicional do silogismo.
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Risco de a lógica substituir o pensamento em vez de servi-lo.
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A mentalidade semita, voluntarista e impulsiva, necessitava da disciplina grega para aprender a expressar-se e raciocinar com coerência, garantindo que a inspiração fosse sustentada pela lógica.
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Tendência semita à associação de ideias descontinua.
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Complementaridade entre intelecção e correção formal.
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As aparentes absurdidades das Escrituras desaparecem quando o texto é contemplado em sua totalidade, revelando uma profundidade teúrgica e sobrenatural que a literatura profana jamais alcança.
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Miopia diabólica focada em fragmentos.
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Inimitabilidade do rayonnement divino do texto.
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As passagens bíblicas problemáticas, como a história de Jacó e Esaú, resolvem-se mediante o conhecimento dos comentários tradicionais e das leis do jogo de Maya que opõem planos divinos a situações sociais.
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Jacó como o verdadeiro Esaú espiritual.
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Culpa de Isaac pela preferência cega.
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Expiação posterior das fraudes aparentes.
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As elipses narrativas nas Escrituras, exemplificadas pela origem da mulher de Caim, são esclarecidas por tradições orais ou paralelas que revelam o simbolismo geométrico e compensatório dos eventos.
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Explicação tradicional sobre as irmãs gêmeas.
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Recusa de Caim em aceitar a ordem divina de troca.
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As listas corânicas de profetas que parecem anacrônicas ou tautológicas desempenham na verdade uma função de classificação tipológica onde os epítetos possuem significados técnicos precisos.
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Diferença entre cronologia e tipologia espiritual.
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Sentidos específicos de guiamento e bem-fazer.
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As elipses dogmáticas e as ineptidões aparentes servem frequentemente como medida do sobrenatural, sugerindo através do paradoxo a situação do homem entre a contingência e o Absoluto.
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Credibile quia ineptum de Tertuliano.
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Desproporção entre causa finita e consequência eterna.
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Apelo à intuição moral e existencial.
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As contradições formais entre as religiões resultam da necessidade de Deus se individualizar para falar à diversidade humana, não afetando a homogeneidade interior e essencial da Revelação.
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Multiplicidade de subjetividades exige multiplicidade de formas.
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Deus não se contradiz no fundo.
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O Islã utiliza os fatos históricos do Cristianismo como símbolos edificantes em uma nova estrutura teológica, seguindo o modelo arquetípico do Logos que se polariza ao entrar na diversidade humana.
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Fato cristão tornado símbolo islâmico.
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Luta da Luz contra as trevas como mito invariável.
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A validade das religiões estrangeiras comprova-se pelo seu conteúdo intrínseco e eficácia sacramental, embora o crente não tenha a obrigação a priori de reconhecê-las para sua própria salvação.
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Autonomia ontológica de cada sistema religioso.
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Graças que corroboram a lógica interna.
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A existência e a persistência de múltiplas religiões poderosas provam que Deus não desejou salvar o mundo através de um único meio exclusivo que barrasse o caminho aos demais.
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Identidade substancial dos conteúdos religiosos.
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Argumento da Providência divina.
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O subjetivismo lógico leva os crentes a raciocinarem exclusivamente dentro de sua própria herança doutrinal, demonstrando uma falta de imaginação para compreender a plausibilidade das posições alheias.
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Identificação da subjetividade com a ambiência.
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Instinto de conservação versus inteligência pura.
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O solipsismo religioso é inevitável porque cada Mensagem é um absoluto que fala ao interior do homem e precisa sugerir unicidade para ser captado pela média humana.
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Deus não faz religião comparada na Revelação.
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Independência do esoterismo em relação à sugestão de exclusividade.
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O reconhecimento da verdade em outras formas não deve levar ao ecumenismo sentimental, mas à admissão de que o Absoluto habita simbolismos diversos sem perder sua própria Absolutidade.
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Unicidade como testemunho necessário e limitado.
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Infinitude divina exigindo diversidade de formas.
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A insuficiência prática de qualquer religião para salvar a humanidade inteira levanta questões legítimas que comprometem o exclusivismo e apontam para a necessidade de uma perspectiva mais ampla.
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Perguntas providenciais suscitadas pela experiência histórica.
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Limites da apologética confessional.
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O esoterismo surge das profundezas da religião para resolver as contradições aparentes e demonstrar que o Céu não se contradiz, revelando a unidade da Verdade por trás da diversidade das formas.
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Revelação absoluta versus relatividade da forma.
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Vitória da essência religiosa sobre as limitações factuais.
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As divergências religiosas assemelham-se às contradições formais nas visões dos místicos, que variam conforme a perspectiva sentimental ou o simbolismo sem invalidar a verdade subjacente.
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Distinção teológica entre dogma necessário e opinião possível.
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Influência do temperamento na coloração da verdade.
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O Cristianismo e o Islã fundam-se em perspectivas distintas de salvação, um baseando-se no sacrifício e nos sacramentos do Cristo único, e o outro na obediência à Verdade imutável e à natureza teomorfa.
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Unicidade da Encarnação versus Unidade de Deus.
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Diferentes condições e garantias de salvação.
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O ascetismo muçulmano é intrínseco à sua perspectiva de equilíbrio, aceitando a beleza como reflexo divino e rejeitando o prazer como distração, sem depender de influências cristãs ou budistas.
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Tensão entre aceitação e recusa em nome de Deus.
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Jardim terrestre como Paraíso velado.
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Dimensão vertical que santifica o meio-termo.
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O cientificismo condena-se a ver apenas o que quer acreditar, ignorando as contradições flagrantes da existência como a subjetividade única e a ilimitação cósmica que escapam à lógica empírica.
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Lógica como desejo de não ver o mistério.
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Cegueira para o paradoxo do eu.
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A tentativa de explicar a realidade total sem a metafísica leva ao suicídio da inteligência, pois o finito não pode dar conta do Infinito nem resolver a cisão entre sujeito e objeto.
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Absurdidade de reduzir o real a um mecanismo.
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Necessidade da ciência do Absoluto.
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A religião aceita a contradição de jure como limite humano diante do mistério divino, enquanto a ciência pretende excluí-la mas falha ao não reconhecer a natureza do real.
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Contradição religiosa como consciência de uma unidade superior.
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Autoridade da Revelação baseada no supra-racional.
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O conhecimento integral exige a admissão do invisível e do absurdo existencial como parte da economia de Maya, onde a realidade joga a esconder-se e resiste à redução matemática.
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Absurdo como manifestação do indefinido.
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Contingência implicando o insolúvel.
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A distinção causal explica que certos fenômenos são absurdos por ignorância humana, enquanto outros o são por necessidade cósmica de manifestar a impossibilidade de modo simbólico.
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Função das possibilidades do impossível.
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Necessidade do desnecessário.
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A eficácia moral da Lei Divina constitui uma prova indireta de Deus, visto que as leis civis humanas baseadas no interesse comum carecem de autoridade absoluta e estabilidade.
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Decadência inevitável do homem sem Deus.
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Lei religiosa como mensagem de verdade insubstituível.
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A autoridade divina é a única capaz de refrear intrinsecamente os maus impulsos através do temor de uma Justiça absoluta, ao contrário da justiça humana que é relativa e falível.
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Poder do braço secular versus temor de Deus.
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Ineficácia da moral laica.
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A ausência de religião acarreta a perda da dignidade pessoal e da nobreza de comportamento, pois a aristocracia do caráter deriva consciente ou inconscientemente da espiritualidade.
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Degradação do comportamento popular sem fé.
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Nobreza do camponês crente.
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O industrialismo e o cientificismo privaram o povo da religião e do artesanato, eliminando as fontes de sentido da vida e de felicidade baseada na vocação e na confiança.
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Contradição do catolicismo burguês que aceita a máquina.
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Máquina como anti-Deus e anti-homem.
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Necessidade de retorno ao artesanato e à fé.
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A dúvida religiosa baseada em maus exemplos ou no culto à natureza é uma simplificação narcisista que recusa a vocação humana de autotranscendência e a busca pela verdade total.
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Sensibilidade insuficiente do naturalismo.
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Dever de não parar no meio do caminho.
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A credibilidade da mensagem religiosa fundamenta-se na pré-disposição inata do homem para o sagrado, o milagroso e a adoração, que constituem a herança do Paraíso perdido.
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Necessidade de duplo destacamento (mundo e ego).
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Normatividade da natureza crente.
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A fé é um mérito quando aceita o humanamente impossível por intuição da verdade sobrenatural, superando a razão desinformada que rejeita o que não compreende.
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Exemplo de Abraão e Maria.
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Bem-aventurança de crer sem ver.
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O perfume espiritual dos Livros Sagrados oferece uma evidência direta de sua origem celeste que dispensa análises históricas para quem possui sensibilidade para o sagrado.
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Auto-evidência dos Salmos e Upanishads.
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Mensagem como lembrança do que somos.
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A rejeição dos Mensageiros divinos denota um endurecimento do coração, pois a combinação de santidade e beleza neles manifesta torna visível a presença de Deus para quem não é cego.
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Ver o Profeta é ver Deus.
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Culpa moral acima da dificuldade intelectual.
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A arte sacra perpetua a teofania dos Mensageiros e prova a verdade da inspiração pela sua beleza inteligente e profunda, que não poderia ser inventada pelo homem.
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Arte como Céu descido à terra.
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Impossibilidade de a humanidade ter vivido de ilusão por milênios.
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O racionalismo e o naturalismo constituem abusos da inteligência que invertem os valores, tornando amargo o amor de Deus e doce a ilusão do mundo.
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Violação da intelectualidade pura.
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Sabedoria aos próprios olhos como cegueira.
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A compreensão do sobrenatural depende da compreensão do homem como ser criado para contemplar o Absoluto a partir da contingência e ver Deus em todas as coisas.
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Visão indireta incluída na Infinitude.
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Vocação humana de conhecimento divino.
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A credibilidade da Mensagem reside no fato de que ele reflete a Ipseidade imanente do homem, sendo uma voz que vem do mais profundo de nós mesmos e de além de nós.
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Identidade entre o fundo da alma e a Verdade.
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Transcendência na imanência.
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A negação da fé do Profeta em sua própria revelação baseia-se na ignorância do fenômeno profético e na premissa ateísta, pois Deus, sendo real, necessariamente se faz ouvir.
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Petição de princípio dos céticos.
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Inevitabilidade da comunicação divina.
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A prova fundamental de Deus reside na correspondência ontológica entre o macrocosmo e o microcosmo, onde a Revelação atualiza a coincidência entre a dimensão subjetiva e a verdade objetiva.
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Fé como intelecção indireta.
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Credo ut intelligam.
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O conhecimento é possível porque trazemos em nós a realidade que conhecemos, sendo a transcendência divina a própria essência e fundamento da nossa imortalidade.
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Simbolismo do círculo com polos sujeito-objeto.
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Absurdidade de negar o não-percebido objetivamente.
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O fenômeno religioso é a manifestação diversificada do relacionamento entre o Princípio e a manifestação, onde cada religião dramatiza um arquétipo específico para a vontade e sensibilidade humanas.
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Mito como humanização do arquétipo.
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Necessidade de um Deus semelhante ao homem.
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O símbolo do Yin-Yang ilustra perfeitamente a interpenetração entre o Absoluto e o relativo, prefigurando os mistérios do Verbo e da Teofania necessários para a existência do mundo.
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O homem em Deus e Deus no homem.
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Jogo de Maya e seus ciclos.
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O Princípio projeta a manifestação por sua Infinitude e mantém com ela uma relação dupla de rigor (punição da distinção) e amor (reintegração da identidade), que fundamenta a Revelação.
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Mundo como “não-irreal”.
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Respiração recíproca entre Céu e Terra.
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A aceitação da Mensagem religiosa coincide com a aceitação profunda do que somos, pois os arquétipos objetivos da religião são idênticos à estrutura do nosso próprio Intelecto.
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Coincidência entre o Senhor exterior e o Si interior.
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Crer em Deus é voltar a ser si mesmo.
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