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CREATIO EX NIHILO

  • A expressão creatio ex nihilo não pressupõe uma substância pré-existente, mas indica a possibilidade de princípio da criação, a qual se situa “em Deus” pela imanência ontológica e “fora de Deus” pela contingência fenomênica.
    • Nihil como ausência de objeto e não como receptáculo.
    • Presença do Ser e do Arquétipo em todas as coisas (imanência).
    • Exterioridade definida pela Mâyâ ou relatividade universal.
    • Incompatibilidade entre o Sumo Bem e o conteúdo negativo do mal.
  • A existência do mal e da dualidade é intrínseca ao nível da Mâyâ cósmica, distinguindo-se do nível do Absoluto (Atmâ), onde não há oposição, e da Mâyâ metacósmica, onde existem oposições complementares mas não imperfeição.
    • Absurdidade de “duas realidades” como mistério da Relatividade.
    • Estrutura ontológica do mal presente na Toda-Possibilidade.
    • Conteúdo privativo do mal ausente no Princípio.
    • Deus encara o mal apenas em conexão com o bem maior que o compensa.
  • A topografia ontológica permite distinguir entre o Absoluto e o Relativo ou, alternativamente, entre a Ordem Divina (Sur-Être e Ser) e a Manifestação, situando o Deus Pessoal como o “relativamente absoluto” acessível ao homem.
    • Ser como reflexo direto do Absoluto no Relativo.
    • Necessidade de um Deus Pessoa para haver interlocução.
    • Divisão entre o Principial e o Manifestado.
  • O mundo celeste ou angélico atua como reflexo do Princípio e escapa às vicissitudes do samsara, embora não esteja isento das limitações inerentes à Relatividade, as quais não devem ser confundidas com imperfeição moral.
    • Anjos como “deuses” funcionais ou devas.
    • Distinção essencial entre limite (ex: esfera) e imperfeição.
    • Apenas o Não-Manifestado está além de toda possibilidade de limite.
  • A dinâmica da oração e da Encarnação reflete o duplo movimento de comunicação entre os pólos da realidade: a descida de Atmâ para Mâyâ (Venha o teu Reino) e a ascensão de Mâyâ para Atmâ (Santificado seja o teu Nome).
    • Deus faz-se homem para que o homem se faça Deus.
    • Razão de ser do finito: manifestação e retorno (felicidade).
    • Intercâmbio entre Essência e forma.
  • O homem deificado assume a função de motor imóvel e centro em relação à coletividade, atualizando através de ritos e símbolos a conexão analógica e unitiva entre a periferia cósmica e o Princípio divino.
    • Homem comum como representante passivo do Absoluto.
    • Homem deificado como centro ativo (Krishna e as gopis).
    • Simbolismo da circum-ambulação (Kaaba) e da respiração (Dança do Sol).
    • União dos movimentos centrípeto e centrífugo na roda cósmica.
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