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LÓGICA E TRANSCENDÊNCIA
PREFÁCIO
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A classificação dos escritos situados fora da ciência e da filosofia modernas tende a gerar associações de ideias inadequadas que os colocam de imediato em categorias consideradas depreciativas como «ocultismo», «sincretismo», «gnosticismo», «intelectualismo» e «esoterismo».
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A opinião corrente procede por classificações sumárias que desqualificam saberes espirituais ou tradicionais.
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Tais categorias são aplicadas sem distinção a obras que escapam aos quadros da ciência e da filosofia modernas.
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O efeito dessas classificações é frequentemente depreciativo ou redutor.
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A noção de «ocultismo» deriva originalmente das vires occultae — forças invisíveis da natureza — e dos occulta dos antigos mistérios, mas o ocultismo moderno reduz-se sobretudo ao estudo empírico e incerto de fenômenos extra-sensíveis sem base doutrinal.
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Origem do termo ligada às forças invisíveis da natureza e aos segredos dos antigos mistérios.
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O ocultismo moderno consiste essencialmente em investigação empírica de fenômenos extra-sensoriais.
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Tal investigação apresenta caráter aleatório devido à ausência de doutrina fundamental.
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O campo do ocultismo vai da experimentação empírica a especulações e práticas pseudo-religiosas.
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A ignorância ou interesses depreciativos levaram a qualificar como «ocultismo» doutrinas autenticamente esotéricas.
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A situação equivale a chamar ocultistas aos verdadeiros místicos por também se ocuparem do invisível.
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A noção de «gnosticismo» exige distinção entre a gnose em si e o gnosticismo histórico e herético representado, por exemplo, por Valentim.
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A gnose distingue-se do gnosticismo histórico de caráter herético.
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A presença de uma gnose em toda religião corresponde à própria natureza das coisas.
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A gnose coincide com o esoterismo, embora este inclua também dimensão mística volitiva e emocional semelhante à bhakti hindu.
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O grau de gnose constitui um esoterismo quase absoluto.
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O grau de amor constitui esoterismo relativo e condicional enquanto método.
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O amor participa igualmente da dimensão do conhecimento, assim como a beleza.
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Esse grau forma uma ponte entre gnose e crença religiosa comum ou exotérica.
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O Cristianismo interiorizou a Lei das prescrições e a própria messianidade.
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Daí decorre o mal-entendido fundamental entre Judaísmo e Cristianismo.
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O Cristianismo nascente opôs-se ao Judaísmo legalista e formalista, mas não ao Essenismo.
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A oposição manifesta-se como relação entre espírito e letra ou entre essência e forma.
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A ruptura do quadro formal do Mosaísmo em nome da essência conferiu ao Cristianismo função esotérica.
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Esse esoterismo assumiu forma de esoterismo de amor capaz de tornar-se exotérico de fato.
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Apesar disso, conservaram-se virtualidades esotéricas, inclusive as da gnose.
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Os termos «mística» e «misticismo» são frequentemente usados de maneira abusiva para designar qualquer realidade interior ou intuitiva, embora designem propriamente um contato interior não apenas mental com realidades direta ou indiretamente divinas.
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A mística corresponde ao contato interior com realidades divinas.
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A associação com espiritualidade de amor decorre do contexto europeu cristão.
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A identificação da mística com o irracional constitui erro.
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A intuição espiritual situa-se acima da razão, sendo suprarracional.
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O uso legítimo do termo corresponde ao emprego tradicional da teologia.
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Outro uso legítimo baseia-se na referência etimológica da palavra.
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Esses usos não possuem relação com intenções maliciosas nem com abusos linguísticos.
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A acusação de «sincretismo» é frequentemente aplicada de maneira indevida a saberes espirituais que reconhecem a verdade única presente em diversas tradições à luz da Sophia perennis.
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O verdadeiro sincretismo consiste em fabricar doutrina a partir de ideias dispersas.
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Diferente disso é reconhecer a unidade da verdade em tradições diversas.
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Tal reconhecimento baseia-se na Sophia perennis.
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Acusação próxima consiste em interpretar ideias estrangeiras à luz de conceitos familiares.
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Essa crítica pode ser legítima em certos casos.
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Não é necessariamente válida quando uma noção estrangeira é explicada mediante conceitos conhecidos.
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A unidade da verdade corresponde também à unidade fundamental da humanidade.
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A inexistência de equivalentes exatos entre culturas não implica inacessibilidade das ideias.
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Ideias mongóis podem ser compreendidas por europeus.
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Conceitos indígenas norte-americanos como wakan, manito e orenda carecem de equivalentes europeus exatos.
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Conceitos análogos podem ser descritos mediante linguagem europeia.
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O conceito japonês de kami constitui quase equivalente dessas noções.
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Tais conceitos designam formas de teofania ou manifestação de um «gênio» cosmicamente e metacosmicamente ativo.
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Uma perspectiva metafísica qualificada como «panteísta» leva a perceber nos fenômenos o gênio que transcende sua acidentalidade.
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Esse gênio manifesta-se como testemunho do Céu através dos fenômenos.
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A unidade profunda da humanidade torna possível a compreensão entre povos.
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As divergências de pensamento não anulam essa unidade fundamental.
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Paixões e fraquezas humanas apresentam notável uniformidade.
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A acusação de «intelectualismo» pressupõe que toda interpretação simbólica profunda seria artificial e que as religiões primitivas teriam sido compostas apenas de conceitos rudimentares.
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A hipótese implica negar autenticidade ao simbolismo.
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Tal concepção reduz a religião a conceitos grosseiros.
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O simbolismo seria considerado produto intelectual posterior.
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A hipótese é apresentada como certeza apesar de sua inconsistência.
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A simples existência dessa opinião basta para registrar sua presença.
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A noção de «esoterismo» permanece exterior e suspeita aos olhos dos não esoteristas, pois se apresenta como conceito interno a um domínio que o exotérismo literalista e exclusivista aceita com dificuldade.
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O exotérismo corresponde à religião literalista e exclusivista.
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A dificuldade de admitir o esoterismo possui causas compreensíveis.
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A situação do mundo na época atual enfraquece o dogmatismo exclusivo.
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Os dogmas são necessários enquanto bases imutáveis.
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Os dogmas possuem dimensões internas e inclusivas.
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O dogmatismo necessita hoje de elementos esotéricos para se manter.
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Sem esses elementos abre-se espaço a erros mais graves do que a gnose.
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A busca de solução desloca-se para ideologias filosóficas e cientistas.
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O universalismo espiritual é substituído por um ecumenismo sentimental e indistinto.
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A posição oposta do literalismo religioso estrito pode subsistir em sistemas culturais fechados, mas torna-se insustentável em um mundo onde tradições se encontram e se interpenetram.
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A interpretação abusiva de uma frase de São Paulo afirma que todo culto a outro deus seria culto a Satanás.
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São Paulo referia-se a cultos pagãos presentes no ambiente mediterrânico de seu tempo.
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O conhecimento das tradições orientais impede considerar seus adeptos como demoníacos.
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A existência de milhões de muçulmanos que adoram Deus diariamente confirma essa impossibilidade.
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A teologia cristã admite a possibilidade de salvação universal pela graça de Cristo.
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Apesar disso, a aplicação literal da frase de São Paulo ainda ocorre.
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Tal atitude aparece em reação ao ecumenismo dissolvente.
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O exclusivismo torna-se então princípio espiritualmente compreensível, mas historicamente irrealista.
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A defesa de uma religião contra todas as outras torna-se impraticável.
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Tal atitude equivale a defender o sistema de Ptolomeu contra evidências astronômicas verificáveis.
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A solidariedade espiritual necessária não exige compreensão metafísica completa.
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Uma compreensão parcial pode bastar para a maioria.
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Questões insolúveis podem ser provisoriamente suspensas.
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O objetivo não consiste em generalizar uma compreensão metafísica total.
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Busca-se apenas compreensão suficiente para preservar o patrimônio religioso contra o cientismo.
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Busca-se igualmente solidariedade lógica entre aqueles que admitem transcendência e imortalidade.
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A designação de «escola» ou «tendência» não implica adesão automática a todas as teses formuladas em nome de princípios metafísicos ou tradicionais.
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A responsabilidade limita-se às posições efetivamente expressas.
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Nenhuma tese é adotada apenas por pertencer a determinada escola.
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A categoria de «tradicionalismo» possui sentido amplo e não necessariamente depreciativo.
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Contudo essa designação frequentemente evoca a imagem depreciativa de nostalgia do passado.
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Tal associação constitui argumento arbitrário e desonesto contra posições doutrinais.
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A crítica confunde apego a valores verdadeiros com apego sentimental ao passado.
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A analogia equivale a considerar o reconhecimento de uma verdade aritmética como obsessão pelos números.
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Admitir o verdadeiro e o justo pode ser chamado ironicamente de nostalgia do passado.
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Outras imputações associadas à tradição, como «romantismo», «esteticismo» ou «folclore», possuem legitimidade quando relacionadas à tradição ou à natureza intacta.
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Essas dimensões são assumidas quando vinculadas à tradição.
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A beleza corresponde à manifestação da verdade.
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A percepção da beleza não implica falta de seriedade intelectual.
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A sensibilidade estética aparece como aspecto legítimo da realidade.
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