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CATEGORIAS UNIVERSAIS
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A organização aristotélica das categorias — substância, quantidade, qualidade, relação, atividade, passividade, lugar, tempo, situação e condição — prioriza a classificação lógica em detrimento da natureza concreta das coisas.
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Uma perspectiva cosmológica prefere enumerar as categorias em pares polares: objeto e sujeito, espaço e tempo (continentes); matéria e energia, forma e número (conteúdos); qualidade e quantidade, simplicidade e complexidade (atributos).
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Em cada par, o primeiro termo possui caráter estático e o segundo, dinâmico, observando-se que tais ângulos de visão são sempre prefigurados por simbolismos da natureza.
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A diversidade de sistemas categoriais é legítima, podendo ser mais analítica ou sintética conforme a definição adotada.
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As categorias não possuem igualdade ontológica, sendo que o espaço se vincula ao ser e o tempo ao devir, com predominâncias alternadas conforme as fases dos ciclos humanos.
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A forma sobrepõe-se ao número assim como a qualidade precede a quantidade na hierarquia de valores.
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A matéria prima sobre a energia de modo análogo à precedência do existir sobre o fazer, embora tal relação possa ser invertida ao contrastar o sutil com o grosseiro.
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Os polos sujeito e objeto são permutáveis qualitativamente, dependendo da posição do reflexo divino em cada contexto.
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O número de categorias existenciais é tecnicamente ilimitado, pois qualquer fenômeno que comporte modalidades pode ser erigido em categoria conforme a perspectiva definidora.
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A cor exemplifica uma categoria que engloba nuances, as quais, por sua vez, tornam-se novas categorias subordinadas.
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A categoria de relação em Aristóteles atua como denominador para séries indefinidas como causa e efeito, necessidade e liberdade, ou excesso e privação.
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A moral peripatética fundamenta-se no discernimento dessas categorias de relação para o estabelecimento do justo meio.
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A natureza do Bem, conforme o ensinamento grego e de santo Agostinho, consiste em sua própria comunicação, resultando na estrutura de continentes e conteúdos que compõe o Universo.
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A existência de sistemas existenciais em todos os níveis cósmicos serve à manifestação da glória divina.
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O sistema de modalidades é o veículo pelo qual o Bem se projeta na manifestação.
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O mal define-se essencialmente como a privação do bem, tendo sua causa remota no mistério da Toda-Possibilidade que, por ser infinita, inclui a possibilidade de sua própria negação.
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O mal desempenha a função positiva de realçar o Bem através do contraste, seja na sucessão temporal ou na coexistência espacial.
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A vitória final do Bem demonstra o caráter ilusório e a ausência de realidade intrínseca do mal, que se condena à própria negação por sua natureza privativa.
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O desaparecimento do que é perecível no bem representa apenas o descarte de revestimentos limitantes, enquanto sua essência retorna ao protótipo divino.
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O afastamento do Sol divino na trajetória cosmogônica gera o mal como consequência necessária da irradiação centrífuga.
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O mal tende a comunicar-se apenas por ser uma imitação invertida do bem, estando ontologicamente obrigado a mimetizar o que se opõe.
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A existência do mal, enquanto existente, participa obrigatoriamente do bem representado pelo ato de existir.
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Conforme mestre Eckhart, mesmo no ato de blasfemar, o mal acaba por louvar a Deus através de sua submissão às leis da existência.
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O bem e o mal não são categorias existenciais stricto sensu, mas o bem constitui o próprio ser das coisas, enquanto o mal indica a ausência desse ser.
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O bem abrange tudo o que manifesta as qualidades do Princípio divino e cumpre funções ontológicas necessárias.
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O mal compreende a privação qualitativa, embora sua nocividade possa ser neutralizada por fatores positivos no jogo cósmico.
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Coisas más em princípio podem não ser más em fato, dependendo de sua inserção nas combinações do desdobramento universal.
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O objeto define-se como a realidade em si sob o aspecto da perceptibilidade, enquanto o sujeito é a consciência sob o aspecto da percepção.
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Existe uma reciprocidade onde o mundo percebido integra o sujeito e o ego percebido integra o objeto.
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A divergência opõe o em-si objetivo à consciência pura, dualidade que se resolve na unidade da transcendência e da imanência.
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A lógica aristotélica e o silogismo baseiam-se na complementaridade entre o ser e o pensamento, ou entre a coisa e a noção.
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Contra o ceticismo moderno de das Ding an sich, afirma-se que a adequação é a razão de ser do conhecimento.
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O conhecimento do relativo é contingente por captar apenas aspectos parciais, mas a gnose permite o conhecimento absoluto quando o Absoluto se conhece no fundo do sujeito.
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A imanência divina no microcosmo é o fundamento da possibilidade de cognição exata.
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A realidade do mundo deriva de um Objeto metafísico, o Princípio transcendente, que é o primeiro Outro perante a manifestação.
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O sujeito transcende o ego sensorial para identificar-se com o Intelecto e o Logos imanente, que se estende até o Si divino.
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O Conhecente puro é a raiz da subjetividade que ultrapassa as limitações psíquicas.
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O absolutamente Outro e o absolutamente Si-mesmo coincidem na unidade, pois o Transcendente e o Imanente são um só.
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O Deus com quem o homem dialoga é o relativamente absoluto, permitindo a interlocução com o ego.
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O Intelecto humano, sendo incriado e incriável, é capaz de perceber as profundezas divinas, realizando a natureza das coisas.
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O mundo está suspenso entre a transcendência divina, que o supera, e a imanência, sem a qual ele se reduziria ao nada.
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A natureza simbólica do mundo decorre desta presença divina, onde tudo assemelha-se a Deus na manifestação positiva.
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O sujeito humano oscila entre o Ser divino nos céus (religião/adoração) e o Si divino no coração (sabedoria/união).
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A santidade pura define-se como ser e não apenas como pensamento.
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A inteligência pura transcende a cisão entre sujeito e objeto, embora na esfera do pensamento seja necessário equilibrar as abordagens catapfática (positiva) e apofática (negativa).
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Deus é a própria consciência de Si mesmo e pode projetar esse conhecimento no homem sem que o homem, enquanto tal, o detenha.
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A distinção entre exclusão e inclusão conceitual pertence apenas ao plano da expressão, não à intellecção pura.
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Existe uma assimetria entre consciência e existência, onde a primeira está contida na segunda, embora o objeto inconsciente necessite de um sujeito para existir plenamente como realidade manifesta.
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O sujeito possui existência e o objeto pode conter fenômenos de consciência.
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A existência bruta de um objeto inanimado constitui apenas uma virtualidade sem o testemunho de um sujeito.
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O espaço diferencia e conserva através de suas dimensões objetivas (comprimento, largura, altura) e subjetivas (direções), enquanto o tempo transforma por meio de suas fases cíclicas e dimensões subjetivas.
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As dimensões temporais objetivas incluem as fases do dia, do ano e da vida humana.
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O presente e o centro espacial são pontos de referência inacessíveis que organizam suas respectivas categorias.
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Tais elementos fornecem as bases para analogias na vida espiritual, moral e ontológica.
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O espaço e o tempo englobam os domínios físico e psíquico, mas não alcançam a esfera do espírito e dos princípios puros.
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Fenômenos psíquicos possuem localização e duração, enquanto ideias e conhecimentos em si são independentes destas categorias.
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A matéria associa-se ao espaço através do éter, enquanto a energia vincula-se ao tempo por coincidir com o processo de mudança.
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O emprego de termos como lugar e momento em Aristóteles favorece a aplicação concreta mas sacrifica a compreensão global das categorias.
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O ponto e o círculo simbolizam a concentração e a eternidade, enquanto o quadrado representa a quaternidade estabilizadora no espaço e o movimento cíclico no tempo.
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O círculo, sem início nem fim, é imagem da infinitude espacial e da eternidade.
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O quadrado evoca as quatro fases do ciclo anual e a estabilidade na manifestação.
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Símbolos numéricos e geométricos aplicam-se a priori nos planos ontológico e espiritual, sendo os planos cósmicos meras projeções destes.
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A matéria e a energia correlacionam-se à vibração e à coagulação, sendo o espaço o continente da substância etérica e o tempo o motor da transformação energética.
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A matéria deriva do éter, que preenche o espaço.
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O tempo é o equivalente funcional do próprio processo de mudança.
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As formas físicas dividem-se em figuras bidimensionais e volumes tridimensionais, classificando-se conforme sua beleza, nobreza ou necessidade em relação ao conteúdo positivo ou negativo.
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A diversidade geométrica abrange possibilidades regulares e irregulares.
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A qualidade de uma forma é independente das preferências subjetivas, vinculando-se à natureza de sua essência.
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Os números ímpares vinculam-se à unidade e ao princípio centripeto, enquanto os números pares referem-se à projeção centrífuga e ao distanciamento no múltiplo.
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Distinguem-se números quantitativos comuns de números qualitativos pitagóricos (dualidade, trindade, quaternidade).
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Os números que dividem a unidade referem-se à potencialidade do princípio.
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A doutrina da dualidade expressa pelo Yin e Yang reflete a oposição unificadora entre o masculino (Absoluto/Yang) e o feminino (Infinito/Yin), cada qual contendo o germe de seu oposto.
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O Yang simboliza o princípio ativo e o Yin o princípio passivo, ambos originários do Tao.
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A masculinidade corre o risco de endurecimento, enquanto a feminilidade tende à exteriorização dissolvente.
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No simbolismo geométrico, superfícies delimitadoras representam o Yang e estrelas radiantes representam o Yin.
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Os quatro primeiros números e formas (ponto, linha, triângulo, quadrado) possuem caráter hipostático e definem o puro Ser, diferenciando-se de forma absoluta das espécies numéricas e geométricas subsequentes.
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A partir do pentágono, as formas pertencem a uma ordem cosmogônica que tende rapidamente ao círculo.
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Os quatro primeiros termos descrevem o Ser, enquanto o número cinco e o pentagrama inauguram a ordem da criação e do cosmos.
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O mundo é constituído por figuras e ritmos onde a beleza reside na regularidade, evidenciando que a estética de uma forma perfeita, como o corpo humano, é intrinsecamente numérica.
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No ritmo, o tempo torna-se número; na figura, o espaço torna-se forma.
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Existe uma reciprocidade onde toda forma é um número implícito e vice-versa.
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A cruz simboliza a simetria universal, onde o eixo vertical representa a projeção criadora (Atma-Maya) e o eixo horizontal as diferenciações existenciais e as oposições de modo.
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O eixo vertical opõe graus (absoluto e relativo), enquanto o horizontal opõe modos (ativo e passivo, rigor e doçura).
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Os modos prefiguram-se na vertical e os graus refletem-se na horizontal.
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Toda distinção em relação ao Soberano Bem ou o prolonga ou parece opor-se a ele, embora nada se oponha realmente a Deus.
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As categorias atributivas — qualidade, quantidade, simplicidade e complexidade — determinam os modos das categorias de continente e conteúdo.
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A qualidade de um objeto pode ser substancial ou expressiva.
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A quantidade divide-se em contínua e descontínua.
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A infinitude qualitativa pertence apenas ao Absoluto, sendo que o infinitamente grande e o pequeno no cosmos são limites relativos que desembocam em uma espécie de explosão ontológica ou retorno ao nada.
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A limitação das categorias prefigura o fim das aparentes infinitudes empíricas.
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O conceito de infinitude aplicado ao cosmo é apenas aproximativo.
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A posição cósmica do homem é providencialmente protegida e normativa, sendo proibido ao ser humano ultrapassar os muros da sua condição sob pena de afastar-se do divino.
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O homem é a medida real das coisas em sua posição central.
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A tentativa de penetrar abismos de grandeza ou pequenez excessiva despoja a vida de sua razão suficiente.
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A realização espiritual ocorre no interior da posição humana dada pelo Criador.
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As medidas das coisas correspondem a intenções divinas arquétipicas das quais a inteligência central do homem é o critério de percepção adequada.
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A grandeza de uma coisa é intrínseca à possibilidade existencial que ela manifesta.
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A teoria do simbolismo sustenta-se na realidade objetiva destas avaliações, negando o subjetivismo total.
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A visão evolucionista é falsa por tratar o homem como fase contingente e não como um arquétipo definitivo feito à imagem de Deus.
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Cada categoria possui uma raiz e um desdobramento, como o ponto para o espaço, o éter para a matéria e a esfera para a forma.
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A simplicidade reside no núcleo e a complexidade na coroa de cada categoria.
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A estrutura fundamental de cada domínio emana de um ponto de origem qualitativo.
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O espaço e o tempo possuem qualidades globais que se manifestam em centros (geografia sagrada) e ritmos (idades de ouro), refletindo arquétipos qualitativos na ordem fenomênica.
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O espaço atua como uma rede e o tempo como um ritmo.
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Centros espaciais e momentos cíclicos favoráveis manifestam a qualidade nas categorias de continente.
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As categorias funcionam como o teatro das modalidades do possível, dividindo-se entre possibilidades de princípio e de fato, bem como graus verticais e modos horizontais.
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Impossibilidades também podem ser principiais ou acidentais.
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A cruz simboliza universalmente a distinção entre a hierarquia dos graus e a diversidade dos modos.
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O ser e o nada, assim como o bem e o mal, não são categorias existenciais, mas protótipos metafísicos que espelham a relação entre o Absoluto e o Infinito ou entre Princípio e Manifestação.
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O nada é uma referência negativa à possibilidade, sem a qual a noção de ausência ou inexistência seria vazia de sentido.
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A diferença entre a plenitude e a vacuidade é uma realidade lógica utilizável.
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Se o espaço fosse vazio absoluto, não poderia haver distância, pois o nada não produz separação.
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O nada possui um caráter de relativamente absoluto pela totalidade da negação que opera sobre um existente, diferenciando-se da relatividade de graus entre entes.
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A existência é absoluta em relação à inexistência no milagre da criação.
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A exclusão de um existente é total quanto à ausência do que nega.
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A ideia de ser evoca presença, bem, qualidade e quantidade, enquanto a ideia de nada refere-se à ausência de ser, impossibilidade e mal.
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Paradoxalmente, o termo nada pode ser aplicado ao que transcende o mundo manifestado por escapar às limitações existenciais.
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A manifestação representa uma limitação restritiva em relação ao Ser puro do Princípio.
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A análise das categorias não deve visar a desmistificação moderna, mas sim o reconhecimento do mecanismo da manifestação como um mistério divino e um veículo para o Soberano Bem.
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O conteúdo e a intenção divina primam sobre o mecanismo estrutural.
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A atitude realista exige respeito, adoração e louvor diante da existência.
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A beleza não deve ser reduzida a sua engrenagens, pois sua razão de ser é o resultado final planejado pelo Criador.
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Existe uma distinção entre realidade de fato e realidade de aparência, onde constatações simbolicamente ricas, como a terra plana e o movimento solar, são realidades intencionais para a experiência humana central.
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O homem tem direito primordial à percepção que é capaz de assimilar e integrar na sabedoria total.
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A terra é simultaneamente plana para a percepção imediata e esférica na soma de suas regiões.
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O simbolismo tradicional possui uma função moral e espiritual superior à mera curiosidade física.
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A aparente imobilidade da terra frente ao movimento celeste simboliza a passividade da manifestação perante a atividade do Princípio.
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A terra representa o sujeito humano e o céu representa o tempo e o destino que o determinam.
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A relação entre os astros e o destino humano é real sob este aspecto simbólico.
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Cada categoria é uma imagem de Deus e manifesta condições universais onde existir significa estar incluído em um espaço e um tempo transcendentes.
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Deus manifesta arquétipos imutáveis através de modos sempre novos em função de sua infinitude.
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A estrutura da experiência humana reflete leis que regem a totalidade do possível.
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O par matéria-energia é a prefiguração cósmica da Substância e Energia divinas, ou da Absoluidade e Infinitude do Soberano Bem.
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Deus é o Ser e a Possibilidade supremos.
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A manifestação física repete polaridades existentes no seio do Princípio.
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No nível ontológico, o espaço corresponde à Infinitude divina que contém e diversifica, enquanto o tempo corresponde à Eternidade que produz e transforma.
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Regiões e ciclos divinos referem-se aos relacionamentos entre o Criador e o mundo, não a qualidades intrínsecas da Essência.
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A Possibilidade suprema atua conservando e sucedendo.
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A forma solar, com sua esfericidade e radiação de calor e luz, é uma imagem perfeita do arquétipo divino e da manifestação imanente de Deus.
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Sob a ótica da transcendência, nada se assemelha a Deus; sob a ótica da imanência, tudo testemunha sua presença.
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Toda coisa positiva assemelha-se a Deus, mas Ele não se assemelha a nada.
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A quantidade divina refere-se à ilimitação das qualidades e nomes de Deus, enquanto o número divino é qualitativo e pitagórico, coincidindo com formas geométricas fundamentais.
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O número intrínseco liga-se às divisões da unidade.
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O número extrínseco é o sentido quantitativo ordinário da matemática profana.
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Deus é a Realidade única (Objeto) e a Consciência única (Sujeito), sendo que a relatividade consiste na bipolarização destes polos em pontos de vista e aspectos.
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O Real coincide com o Conhecível.
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A Consciência divina identifica-se com seu conteúdo real.
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As perspectivas objetivista e subjetivista são complementares, visando respectivamente o discernimento do Princípio na manifestação e a integração da consciência no Si divino.
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Ambas as vias são necessárias para o metafísico, sendo uma questão de ênfase e não de exclusão.
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O polo escolhido contém virtualmente o outro.
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As raízes das categorias funcionam como sacramentos: o objeto exige discernimento e verdade; o sujeito exige contemplação e santidade; o espaço e o tempo evocam o centro e o presente eternos do coração.
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A alquimia espiritual utiliza o centro e o presente como pontos de união com o divino.
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O coração purificado identifica-se com o altar onde o fogo celeste se manifesta.
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O estudo das categorias permite o conhecimento de Deus através de suas hipóstases que regem a criação, combatendo a cegueira do homem profano que toma os fenômenos como absolutos.
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As categorias são projeções arquetípicas que constituem a trame do universo.
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A inteligência real consiste na percepção do real e não na intelectualização de ilusões.
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A consciência da manifestação de Atma confere proporção, nobreza e legitimidade ao relacionamento humano com os fenômenos mundanos.
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