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CHAVES FUNDAMENTAIS

  • Meditação, concentração e oração resumem a vida espiritual e indicam seus principais modos: a meditação é atividade da inteligência para compreender as verdades universais, a concentração é atividade da vontade para assimilar existencialmente essas verdades, e a oração é atividade da alma em relação a Deus.
    • A primeira função da inteligência é distinguir entre o Absoluto e o Relativo.
    • A segunda função é perceber a Relatividade no domínio do Absoluto e o Absoluto refletido no Relativo.
  • O Universo total compreende quatro graus (Supra-Ser, Ser-Deus, Céu e Terra) e múltiplos modos em disposição vertical e horizontal, incluindo dualidades (polo ativo/masculino e passivo/feminino), trindades (Potência, Consciência, Felicidade) e quaternidades (Rigor e Doçura, Atividade e Passividade, Pureza/Sacrifício, Bondade/Vida, Força/Luz, Beleza/Paz), origem de todas as Qualidades divinas e cósmicas.
    • O “puro Absoluto” é o Supra-Ser; o Relativo engloba o Ser (Deus pessoal, “Absoluto relativo”) e o mundo.
    • O Céu pode ser concebido como englobando o Ser e o Supra-Ser, como na expressão “Pai Nosso que estais nos Céus”.
  • A concentração, que sucede à meditação, refere-se à “deiformidade” dos planos constitutivos do microcosmo humano: a mente, no “santo silêncio”, pensa Deus por sua substância; o corpo, na imobilidade perfeita, identifica-se virtualmente ao Ser; a consciência vital e o movimento podem veicular a participação nos ritmos cósmicos; e a consciência do eu (coração) pode ser veículo do “lembrança de Deus”.
    • Não há verdade que não se prolongue na via, nem inteligência que não se prolongue na vontade.
    • A natureza humana é pré-disposta ao conhecimento unitivo de seu Modelo divino.
    • Todo homem deve tender a “ser o que é”, libertando-se das superestruturas factícias da queda.
  • A atividade mental, imaginativa e corporal pode servir de suporte para conteúdos-símbolo: a imagem (região frontal), o som evocatório (coração) e o gesto-símbolo (corpo) integram uma alquimia psicossomática de participação existencial na vida do espírito, presente nas liturgias, na arte sacra e no artesanato tradicional.
    • A imagem dirige-se ao mental; o som conecta-se com o centro (coração); o gesto-símbolo concerne ao corpo.
    • Esta alquimia funda-se no caráter deiforme dos planos do microcosmo e no poder dos símbolos existenciais.
  • Orar é próprio da alma, e a oração atualiza virtudes e semeia seus germes, compreendendo a resignação à Vontade divina (aceitação do destino), a confiança compensatória (esperar ajuda do Céu oferecendo misericórdia aos outros), a súplica (pedir bens ou favores, com base na aceitação do destino) e a gratidão (consciência dos bens recebidos, contentamento com pouco), sendo a lição fundamental que a relação com o mundo é função da relação com o Céu.
    • A resignação deve tornar-se segunda natureza, pois há sempre algo a que não se pode escapar.
    • Quem deseja misericórdia para si deve ser misericordioso.
    • A gratidão é complemento da súplica; a generosidade é complemento da confiança.
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