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PRIMAZIA DA INTELECÇÃO

  • A exigência de prova para afirmações teológicas aplica-se igualmente às negações ateístas, pois o caráter absoluto de uma proposição, seja ela positiva ou negativa, obriga à demonstração, refutando a ideia de que a incredulidade é um axioma natural.
    • Arbitrariedade do juridismo racionalista.
    • Obrigação de provar a inexistência afirmada.
    • Normalidade da prova do invisível para o teísta.
  • A interpretação correta da prova ontológica de Santo Anselmo não infere a existência de Deus a partir do conceito, mas estabelece que a capacidade humana de conceber o Absoluto é causada pela própria realidade de Deus operando na inteligência.
    • Deus não é real porque o concebemos; concebemos porque Ele é real.
    • Possibilidade da razão fundada na intuição pré-racional.
    • Prerrogativa característica do ser humano.
  • A crítica à prova ontológica falha ao confundir a imaginação subjetiva com a concepção do Absoluto, ignorando que o Objeto absoluto determina o sujeito e que “sem um Deus real, não há homem possível”.
    • Base na analogia entre macrocosmo e microcosmo.
    • Conhecer o Absoluto implica uma identidade de essência.
    • O incognoscível refere-se à modalidade mental, não à substância intelectual.
  • A demanda por provas lógicas de Atma (o Si) ou Maya (a Ilusão) é inadequada devido à proximidade absoluta dessas realidades, sendo que a própria noção de ilusão possui uma realidade relativa que se conecta ao Real.
    • A noção do Real é real (um raio de Atma).
    • Impossibilidade de Maya sem Atma.
    • Regime lógico e ontológico da ideia de contingência.
  • O ponto de partida do lógico puro é a dúvida e a ignorância, consideradas anormais para o homem primordial, enquanto o metafísico parte da analogia e da identidade intelectual e existencial.
    • Símbolos geométricos da Conhecimento: ponto, círculo, raio, espiral.
    • Verdade emanando do Real e Conhecimento estendendo-se a ele.
  • A objeção de Ramanuja contra a distinção shankariana de Brahma e Maya é refutada ao considerar que o Absoluto é Sujeito puro e indivisível, e que Maya é a projeção necessária de Sua Infinitude e Toda-Possibilidade.
    • Maya não introduz dualidade no Sujeito puro.
    • Negação de Maya equivale a negar a natureza radiante do Self.
    • Necessidade ontológica da projeção cósmica.
  • Exigir prova da intelecção metafísica é comprovar a própria cegueira espiritual, análogo a pedir prova da sensação, mas a ausência dessa visão direta pode ser suprida pela intuição moral e estética da fé.
    • Acesso ao sobrenatural via Revelação para o homem comum.
    • Realidade de Deus penetrando todo o ser.
    • Incoerência da “casa dividida contra si mesma”.
  • A remoção de Deus do universo reduz a realidade a um deserto de gelo e matéria morta, onde a caridade humanista atua frequentemente como uma compensação psicológica para a amargura espiritual e o ódio ao divino.
    • Empobrecimento e rigidez da alma sem fé.
    • Incompatibilidade entre ateísmo e a beleza ou doçura profundas.
    • Paixões cegas cobrindo um coração morto.
  • O criticismo racionalista (kantiano) incorre na contradição fundamental de tentar definir os limites da razão utilizando a própria razão, o que equivale ao olho tentando ver o próprio nervo óptico ou a mão tentando agarrar a capacidade de preensão.
    • Arbitrariedade de classificar a experiência mística como ilusão.
    • Impossibilidade de legislar sobre a razão sem o Intelecto puro.
    • Sobrevivência do kantismo na abolição da inteligência especulativa.
  • A aposta de Pascal mantém sua força não apenas pelos argumentos lógicos, mas pelo peso qualitativo da autoridade das Escrituras e do testemunho unânime dos sábios e santos, que são os únicos qualificados para falar em nome do homem integral.
    • Importância quantitativa e qualitativa das vozes favoráveis a Deus.
    • Se os santos não definem o humano, o homem não existe.
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