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INTELIGÊNCIA E CARÁTER

  • O caráter de uma pessoa é parte integrante de sua inteligência, pois sem a nobreza moral a própria inteligência metafísica torna-se parcialmente inoperante e “planimétrica”, captando apenas a superfície das coisas.
    • Necessidade de conhecer a si mesmo para conhecer o que está fora.
    • Vontade e sentimento como prolongamentos e faculdades de adequação da inteligência.
    • Conhecimento planimétrico comparado a perceber o círculo mas não a esfera.
  • A inteligência plenária exige o sentido da imanência e não apenas da transcendência, o que implica aplicar o discernimento ao próprio ego e reconhecer no “outro” um “eu”.
    • Apreensão simbólica da esfera ou do cubo.
    • Sentimento legítimo como amor ao que é objetivamente amável (o verdadeiro e o santo).
    • Amar o próximo como a si mesmo como condição de conhecimento.
  • O sentido do sagrado e a nobreza da alma baseiam-se na intuição das essências e na transparência metafísica dos fenômenos, opondo-se ao instinto de depreciação característico dos vis.
    • Respeito e amor fundados na percepção da essência.
    • O homem vil despreza em função do acidente.
    • Legitimidade do respeito devido à Verdade.
  • A inteligência não se limita à discriminação lógica ou adaptação, mas inclui a capacidade contemplativa de pressentir os arquétipos nas coisas, fundamento da visão espiritual (darshan).
    • Coincidência entre o objeto belo e o sujeito profundo.
    • Discernimento ligado ao rigor do Absoluto.
    • Contemplação ligada à doçura do Infinito.
  • A objeção sobre a existência de homens inteligentes porém maus é respondida pela distinção entre inteligência parcial e inteligência plenária, a qual possui uma infalibilidade pluridimensional que a maldade exclui.
    • Falta de integridade na inteligência do imoral.
    • Virtude como modo de adequação espiritual e inteligência essencial.
    • Diferença entre ingenuidade (naïveté) e tolice (sottise).
  • O ideal do homo sapiens reside na sabedoria, que é a união da inteligência perfeita com o caráter perfeito, sendo o esoterismo a “religião da inteligência” que opera através do Intelecto puro.
    • Superioridade do bom senso virtuoso sobre a filosofia desconectada do real.
    • Esoterismo focado na doutrina de Atma e Maya.
    • Gnose como restauração da perfeição primordial.
  • A constituição humana de inteligência, vontade e sentimento destina-se respectivamente à Verdade, ao Bem Soberano e à conformidade com ambos, refletindo a natureza divina onde Deus é Amor.
    • Sentimento como participação na natureza divina e não fraqueza.
    • Tríade: Verdade, Via e Virtude.
    • O amor de Deus como essência da virtude.
  • O exoterismo atua como um “mal menor” ao colocar a inteligência pura entre parênteses em favor da crença e do sentimento, adaptando-se às limitações da coletividade humana média.
    • Concessões inevitáveis à natureza decaída.
    • Ênfase na vontade e no sentimento moral.
    • Ambiguidade da limitação exotérica nos desígnios da Providência.
  • A inteligência é intrinsecamente “piedosa” porque sua substância é o discernimento e a contemplação do Bem, de modo que a impiedade intelectual representa a pior corrupção possível.
    • Corruptio optimi pessima.
    • Vínculo indissolúvel entre inteligência fundiária e o sentido do sagrado.
    • A verdadeira virtude desemboca na saúde do espírito e no conhecimento do Real.
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