Através das categorias realiza-se o que deve ser, portanto, o que não pode deixar de ser; elas constituem o “teatro” de todas as modalidades do possível, modalidades que podem ser plausíveis ou paradoxais. É importante, além disso, distinguir entre as possibilidades de princípio e as de fato — e o mesmo vale para as impossibilidades. Em outras palavras, é necessário distinguir entre as coisas que se realizam porque devem por sua natureza, e aquelas que poderiam se realizar, mas são impedidas por uma causa contingente — e da mesma forma, no sentido inverso, para as impossibilidades, que também podem ser tanto principiais quanto acidentais, e isso em diversos graus. É preciso esclarecer, além disso, que existem duas grandes ordens de possibilidades, uma hipostática e outra cósmica, ambas contendo possibilidades que podem ser hierarquizadas ou simplesmente diversas; é a distinção entre os graus e os modos — ou entre a “vertical” e a “horizontal” — que o simbolismo da cruz testemunha universalmente. (Frithjof Schuon, Avoir un centre FSAC)