Crânio

(DRG)

A Caveira humana, que pode surpreender-nos ver ocupar um lugar significativo na ciência dos símbolos, sempre foi, no entanto, uma imagem representativa do Céu, e é por isso que a cúpula, a estupa indiana, são na realidade apenas uma figuração, no plano arquitetónico, daquilo que a Caveira é na imagem cósmica do corpo humano.

O nome do Gólgota, salienta Guénon, que significa precisamente “Crânio” da mesma forma que a palavra latina “Calvarium”, é interessante porque a lenda (muito difundida na Idade Média) afirma que é por causa do Crânio de Adão, enterrado neste local, que esta montanha levaria este nome particular. A iconografia cristã, ao longo da história, não deixou de apresentar ao pé da Cruz uma Caveira que tinha a função não só de indicar o local da tortura, mas também de indicar a ligação entre a Caveira do primeiro homem que causou a queda comendo o fruto da árvore da ciência do bem e do mal, portanto de um madeiro de morte, e o sacrifício do Salvador no madeiro da Cruz, madeiro da vida e da Redenção, “Eixo do Mundo”, que com o seu ato redimiu toda a humanidade do pecado original.

(SFCS, cap. XL, “A Cúpula e a Roda”.)

Veja Madeira, Brahma-randhra, Falls, Dome.