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Símbolo axial, que pode ser comparado ao “Eixo do universo”, Eixo sobre o qual ocorreria constantemente um movimento ascendente e descendente, a Escada permite que o movimento alternado de subida e descida ocorra em toda a sua magnitude e extensão, este é inclusive o seu papel principal.
Quanto à sua forma atual, a Escada, com os seus dois montantes verticais, simboliza a dupla natureza da “Árvore da Ciência”, ou mesmo as duas colunas da “Árvore Sephirótica”. Estas duas colunas não sendo nem uma nem outra verdadeiramente axiais, mas sendo unificadas pelos degraus, que podem ser comparados à “coluna do meio”, formam a Escada enquanto tal, que na sua unidade encarna a ponte entre o Céu e a Terra, uma ponte que atravessa todos os mundos ou os diferentes estados do Ser.
A Escada deve, portanto, ser vista como uma excelente imagem da jornada metafísica, da busca e acesso a mundos superiores. É por isso que, já figurando de forma proeminente nos símbolos de muitos ritos antigos, teve também um lugar de destaque nos elementos visuais da viagem monástica medieval (cf. A Escada dos Claustros), sendo por isso naturalmente apresentado à meditação e reflexão dos seguidores nas estruturas iniciáticas tradicionais.
(SFCS, cap. LIV, “O simbolismo da escada”, cap. LXIV, “A ponte e o arco-íris”.)
Veja Arco-íris, Eixo do Mundo, Coluna, Ponte.