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A tradição nos ensina, lembra René Guénon, que a Estrela de cinco pontas representa o “microcosmo”, e a Estrela de seis pontas o “macrocosmo”, o Homem Universal ou o Logos. A Estrela de seis pontas, formada por um triângulo duplo, é chamada de “Selo de Salomão”. Esta Estrela, que também serviu de símbolo da escola hermética de onde vieram Alberto Magno e Tomás de Aquino, representa a união das duas naturezas, divina e humana, através da correspondência em reflexão do triângulo superior e do triângulo inferior.
Notaremos também a importância da Estrela como Luz celestial, no seu papel de influência espiritual e sinal divino. Das múltiplas referências hindus, das manifestações simbólicas da Estrela Polar, da Ursa Maior (Sapta-riksha) às sete Estrelas do Apocalipse, estamos na presença de uma constante universal, mostrando claramente o carácter eminentemente significativo da Estrela em todas as tradições.
(RGSC, cap. XXVIII, “RGGT”. RGRM, cap. IV, “As três funções supremas”. SFCS, cap. XXIV, “O Javali e o Urso”, cap. XXXVI, “O simbolismo do Zodíaco entre os Pitagóricos”.)
Veja Céu, Bússola, Zodíaco.