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OVNI – NEO-ESPIRITUALISMO

OVNIs – A GRANDE PARÓDIA

  • A superstição do fato, característica da mentalidade ocidental, impede a percepção da fraude sistemática exercida por uma potência invisível que estabelece domínio sobre o psiquismo coletivo através do fenômeno ufológico.
    • O caráter prodigioso das aparições mascara uma natureza que não é de bom agouro, associada simbolicamente ao princípio do erro e da mentira.
    • A superioridade tecnológica do agente X não implica elevação espiritual, manifestando-se, ao contrário, em exegeses pueris e perversões da linguagem simbólica tradicional.
    • Méheust questiona se a interpretação técnica de símbolos constitui progresso ou regressão, ao passo que a perspectiva tradicional a define como perversão.
  • A doutrina ufológica não representa um surgimento espontâneo, mas o prolongamento natural e a quintessência do movimento neoespiritualista, revelando um plano de ação de longa duração na história do Ocidente.
    • A continuidade entre o ocultismo do século XIX e a ufologia contemporânea refuta a tese da espontaneidade do fenômeno.
    • O papel do neoespiritualismo é compreendido à luz das análises de René Guénon sobre a crise do mundo moderno.
  • O processo de queda da humanidade ocidental divide-se em duas etapas complementares: a solidificação materialista e a dissolução psíquica, que atuam conjuntamente para a conclusão do ciclo atual.
    • O materialismo teve a função de enclausurar o homem em uma esfera sensível estanque, reduzindo-o a unidades numéricas indistintas na massa.
    • A solidificação atingiu seu apogeu no século XIX, preparando o terreno para a fase subsequente de desagregação.
  • A transição da quantidade contínua para a quantidade descontínua na ciência moderna marca o ponto em que a redução ao quantitativo deixa de solidificar para começar a dissolver a realidade corpórea em uma poeira atômica sem consistência.
    • Guénon demonstra que a redução total à quantidade pura é irrealizável, mas sua busca conduz à dissolução do sólido.
    • O neoespiritualismo intervém abertamente quando a noção de matéria torna-se evanescente para a própria ciência.
  • Enquanto o materialismo protegia o homem das influências inferiores através de uma casca espessa, o neoespiritualismo perfura essa proteção por baixo, permitindo a invasão das forças dissolventes do psiquismo inferior.
    • A casca permanece fechada para o espiritual (supra-humano), mas abre-se para o infra-humano, simbolizado pelas hordas de Gog e Magog.
    • A confusão entre o psíquico e o espiritual leva à ilusória percepção de um retorno do espírito em fenômenos puramente subumanos.
    • A psicanálise, especialmente a de Jung, exemplifica essa confusão ao mergulhar o ser no subconsciente sem considerar um superconsciente correlato.
  • O fenômeno ufológico atualiza e reveste de roupagem científica os antigos conceitos do neoespiritualismo, transformando as crônicas acássicas da teosofia em bibliotecas galácticas e culturas cósmicas.
    • Madame Blavatsky encontrou sucessores em cientistas como Fred Hoyle e Mc Gowan, que projetam no espaço as reservas de informações espiritistas.
    • A busca por uma língua universal, como o esperanto teosófico, ressurge em projetos linguísticos como a Astro-glossa e a Lineos de Hogben e Freudenthal.
  • O espiritismo antecipou a democratização e a vulgarização da ideia de vida em outros planetas, apresentando o cosmos como um cenário para a reencarnação progressiva de seres em diferentes estados de adiantamento moral.
    • Allan Kardec descreveu o sistema solar como uma hierarquia de mundos, situando a Terra em uma posição inferior em relação a Júpiter e Vênus.
    • A noção de que o sol seria um centro de inteligências superiores que dirigem os mundos através de um fluido universal prefigura o messianismo espacial moderno.
  • A origem do espiritismo e da ufologia aponta para a manipulação de fatos preexistentes por organizações que dirigem o psiquismo coletivo, utilizando sugestão ou o conhecimento de leis sutis para criar movimentos de massa.
    • Guénon sugere que a Hermetic Brotherhood of Luxor (H.B. of L.) pode ter utilizado ou dirigido os fenômenos de Hydesville em 1847 para combater o materialismo.
    • Combater o erro materialista através do erro espiritista constituiu uma limitação que serviu, em última análise, ao plano subversivo maior.
  • A escala e a natureza do fenômeno ufológico indicam a ação direta da contra-iniciação, uma organização que opera em níveis incorpóreos e plenamente conscientes para preparar a Grande Paródia e o reinado do Anticristo.
    • Ao contrário de organizações iniciáticas incompletas, a contra-iniciação utiliza entranhas demoníacas do mundo intermediário para simular visitas extraterrestres.
    • A complexidade e a constância do fenômeno em escala planetária superam as capacidades de qualquer agência exclusivamente humana ou política.
  • Agências de inteligência e serviços oficiais podem ser utilizados como instrumentos pela contra-iniciaçãon para propagar o fenômeno através de erros calculados e interferências estratégicas.
    • É absurdo atribuir a fabricação total dos objetos voadores a organizações como a CIA, mas é provável que tais serviços facilitem a difusão da crença ufológica.
    • Interesses nacionais são frequentemente subvertidos para fins que transcendem a política e servem à agenda da dissolução cíclica.
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