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OVNI – IMPOSSIBILIDADE DE CONTATOS

OVNIs – A GRANDE PARÓDIA

  • Os argumentos científicos são ineficazes para refutar a doutrina exotérica dos OVNIs, pois a ciência é instável e mutável demais para conferir certezas definitivas.
    • Equações brilhantes que provam a impossibilidade das viagens interplanetárias podem ser contraditas por equações ainda mais elaboradas que demonstrem o contrário.
    • A aceleração da fuga do tempo ao aproximar-se o fim do ciclo de humanidade torna aparentemente tudo possível, e os cientistas ufólogos exploram esse clima de incerteza perante o grande público.
    • O recurso ao exemplo histórico de sábios do século passado que “provaram” ser absurdo o voo de aparelhos mais pesados que o ar é apontado como argumento especioso, mas de efeito seguro junto ao público.
  • O esoterismo OVNI foi instituído precisamente para acolher os que se mostram resistentes, no plano científico, à teoria exotérica interplanetária, propondo uma origem em “outra dimensão” sem especificar sua natureza.
    • Quando os “extraterrestres”, “humanoides” ou “terrestres votados às potências das trevas” aparecerem publicamente, nenhuma interrogação sobre sua proveniência exata será possível, qualquer que seja a nuance que a doutrina OVNI tenha então assumido.
  • René Guénon, no capítulo V de L'Erreur spirite, demonstrou em 1923 a impossibilidade dos contatos interplanetários com argumento muito mais probante do que os relativos aos meios de transporte ou às distâncias.
    • Para que dois seres se comuniquem por meios sensíveis, precisam possuir sentidos ao menos parcialmente coincidentes; sem sensações comuns, nenhum contato é possível.
    • Essa evidência é do tipo que se tende a negligenciar, como ilustra o conto A Carta Roubada de Edgar Poe.
  • Se todas as sensações são causadas por movimentos vibratórios, o quadro das frequências perceptíveis pelos sentidos humanos é extremamente reduzido diante do conjunto de possibilidades vibratórias existentes.
    • Os intervalos perceptíveis pelos sentidos são separados por outros intervalos onde nada é perceptível para os humanos, e as frequências crescentes ou decrescentes das vibrações não têm limite assignável.
    • As possibilidades de sensação além dos limites humanos podem existir plenamente em outros seres, que por sua vez não possuiriam nenhuma das sensações terrestres.
  • Os sentidos dos seres terrestres em geral são determinados pelo meio terrestre e não constituem característica exclusiva de uma espécie; em outros planetas, os sentidos seriam igualmente determinados por seus respectivos meios.
    • A probabilidade de que seres de dois planetas diferentes possuam sentidos que coincidam total ou parcialmente é infinitesimal.
    • Mesmo admitindo tal coincidência, a probabilidade de que ela ocorra em condições de proximidade temporal e espacial suficientes para uma comunicação é novamente infinitesimal.
  • O obstáculo decisivo ao contato interplanetário não é comparável à barreira linguística entre dois humanos, que podem recorrer a faculdades comuns para superar a dificuldade.
    • Onde não existem faculdades comuns na ordem sensível, o obstáculo é inerente à diferença de natureza entre os seres e não pode ser suprimido por nenhum meio.
    • Seres de outra planeta poderiam estar ao lado dos humanos sem que estes os percebessem, e vice-versa.
  • Guénon concluiu sua demonstração denunciando o antropomorfismo que caracterizaria trinta anos depois as especulações ufólogas, consistente em transportar representações puramente terrestres para todo o universo.
    • A confusão entre o concebível e o imaginável é apontada como um dos grandes erros dos filósofos modernos.
    • O concebível transcende o imaginável: o que não é imaginável não é por isso inconcebível.
  • A confusão entre concebível e imaginável explica tanto a ingenuidade quanto o caráter grosseiro das especulações mais “audaciosas” dos cientistas, revelando os limites da faculdade imaginativa vinculada à ordem corporal.
    • Jacques Pottier, em Les Soucoupes volantes (p. 101), reportou fantasia de Robert Tocquet sobre formas etéreas nutridas de energia luminosa e organismos baseados em silício em lugar de carbono.
    • Mc Gowan, responsável pelo Arsenal dos foguetes Redstone, imaginou inteligências extraterrestres como máquinas pensantes não orgânicas.
    • O ciberneticista russo Kolmogorov concebeu um “bolor pensante, altamente organizado” espalhado sobre pedras.
  • O clima intelectual do tempo, sintetizado em frase de Aimé Michel já anteriormente citada, atribui exclusivamente à ciência a autoridade para determinar o verdadeiro e o falso, conferindo aos cientistas um magistério doutrinário que se estende a domínios filosóficos alheios à sua competência.
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