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OVNIs – ETs

OVNIs – A GRANDE PARÓDIA

  • Resolvida a questão das comunicações interplanetárias, resta examinar a natureza verdadeira das entidades que se manifestam no fenômeno OVNI, o que servirá de transição natural para o estudo da segunda fase desta mistificação.
  • Jacques Vallée, em Visa pour la Magonie, identificou a natureza real dos humanoides associados aos OVNIs ao aproximá-los, por hipótese, das aparições de fadas, gnomos e djinns presentes no folclore e na mitologia de todos os países.
    • A reabilitação do folclore por um cientista familiarizado com as técnicas de ponta é apresentada como dotada de certo estímulo.
    • Vallée argumentou que a crença nos extraterrestres não pode ser mais forte do que a crença celta nas fadas, a crença medieval nos gnomos ou o medo medieval dos demônios, sátiros e faunos.
    • Vallée advertiu que, ao aceitar a hipótese dos extraterrestres como representantes de humanidades cósmicas superiores vindos fazer experiências na Terra, corre-se o risco de ser vítima da mesma ignorância com que se cobriu de ridículo a crença nas fadas.
  • O “mundo intermediário” do qual são manifestamente originários os humanoides é muito mais complexo do que o mundo sensível, comportando tanto bons quanto, sobretudo, maus djinns, o que impõe a questão de saber com quais deles se lida nas aparições de OVNIs.
    • O caráter frequentemente grotesco e por vezes hediondo das entidades manifestadas não deixa grande ambiguidade quanto à sua natureza.
    • Em 1973, no Kansas, animais foram encontrados esvaziados de seu sangue e atrozmente mutilados, sem que nenhum carniceiro ou carnívoro ousasse se aproximar deles, episódio associado ao fenômeno OVNI.
  • Uma leitora britânica de Jacques Vallée, narrada em Le Collège invisible (p. 168), teve no verão de 1968, próximo a Stratford, a visão de um disco brilhante no céu que provocou nela uma espécie de iluminação interior sobre a natureza da Realidade, assimilada por ela a um fenômeno religioso.
    • Na mesma noite, ela avistou junto a uma porta-janela uma estranha silhueta com patas de cabra ou de cão, coberta de pelo sedoso e olhos luminosos verde-uva, fendidos para cima e sem pupilas.
    • A testemunha identificou inicialmente a aparição como um demônio, mas depois repudiou esse julgamento por considerá-lo ingênuo, concluindo retrospectivamente que a criatura tentava comunicar-se com ela.
  • Um camponês bretão ou irlandês do século passado não teria se enganado quanto à natureza da entidade, pois sua vida cotidiana estava estreitamente ligada ao mundo das fadas e dos duendes.
    • O etnólogo americano Evans-Wentz, que estudou as tradições populares dos países celtas, registrou o depoimento de John Glynn, escrivão da cidade de Tuam, na Irlanda, segundo o qual camponeses da região atribuíam a grande fome de 1846-1847 a acontecimentos no mundo das fadas.
    • O velho Teddy Stead relatou a Glynn ter visto as “Boas Pessoas” – assim os camponeses chamavam as fadas – e centenas de outras pessoas tê-las visto combatendo no céu acima de Knoch Magh e na direção de Galway.
  • Os camponeses “atrasados e supersticiosos” mereceriam reabilitação, pois seu universo familiar, embora igualmente “paralelo” ou “transdimensional” ao dos pequenos homens verdes, é mais poético, mais bem atestado e de data muito mais antiga.
    • Preferir chamar de djinns ou duendes as misteriosas criaturas que a moda batiza de MIB (men in black) é apresentado como atitude mais honesta e sem temor do ridículo.
  • As entidades do mundo intermediário, desaparecidas das charnecas celtas e das garigues languedocianas na época do materialismo triunfante, quando a “solidificação” do meio e dos psiquismos não lhes deixava nenhuma “porta” por onde se manifestar, retornam com força após um século de ausência.
    • O disfarce “extraterrestre” impede que sejam reconhecidas sob sua nova forma.
    • São os maus djinns que reaparecem nos dias atuais, vencedores momentâneos de alguma batalha fabulosa semelhante às que os camponeses irlandeses contemplavam no céu.
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