Chifre

(DRG)

Pela sua posição nas cabeças dos deuses, dos homens ou dos animais, os Chifres contribuem para a ideia de cume, elevação, poder ou qualificação. Muitas vezes simbolizando a coroa, da qual assumem de certo modo a imagem do esplendor e da função hierárquica, os chifres podem ser vistos como uma representação dos raios de luz, que são sempre um atributo do poder sacerdotal ou real, mesmo da eleição divina; o exemplo de Moisés neste ponto é bastante significativo.

Os diferentes formatos dos chifres também indicam a real fonte do poder dominante, assim o carneiro possui chifres que podem ser descritos como solares, enquanto o touro, ao contrário, pelo aparecimento de seus chifres em “crescente”, é mais de influência lunar.

Por fim, salientamos que a transposição do simbolismo dos Chifres para o reino vegetal aproxima esses atributos dos “espinhos” de certas plantas, que têm importante papel iniciático (rosa, cardo, acácia, acanto, etc.).

(SFCS, cap.XXVIII, “O simbolismo dos chifres.”)

Veja Agulha, Coroa.