Corrupção

(DRG)

Um dos dois elementos complementares correspondentes aos dois momentos de “exalação” e “inspiração” universais, que a alquimia chama de “coagulação” e “solução”, ou que a filosofia grega e especialmente Aristóteles, definiram como “geração” (γενεσιζ) e “corrupção” (ϕθρα); Guénon especifica, portanto, a este respeito, que o mundo sublunar representa “a corrente das formas”, a que se refere a tradição do Extremo Oriente, diferenciando-se dos Céus que abrigam estados informais, incorruptíveis por definição, porque foram além da dissolução.

A corrupção é, portanto, uma determinação “contingente” daquilo que é criado, mortal. Só o regresso ao Princípio, à raiz, pode permitir-nos escapar dele, “retorno”, que Lao-Tseu apresenta como um resultado alcançado por aquele que atingiu o máximo do vazio, e que é então capaz de se instalar firmemente no repouso.

(RGSC, cap. VII, “A Resolução das Oposições”. HDV, cap. XXI, “A Jornada divina do ser em processo de libertação”. SFCS, cap. XXVI, “Armas Simbólicas”.)

Consulte Coagulação, Contingência, Solução.