(DRG)
O termo sânscrito Deva, etimologicamente equivalente a “Deus”, designa as divindades luminosas associadas aos Adityas — seres que emanam da indivisibilidade primordial (Aditi). Estes representam:
- A esfera celeste luminosa (em oposição aos Asuras, seres das trevas)
- O princípio ativo da manifestação superior
Guénon destaca três aspectos cruciais desta dualidade:
Sobre os Asuras (a-sura = “não-luminosos”):
- Antecedem os Devas na ordem da criação
- Relacionam-se simbolicamente com:
- O mundo vegetal (na tradição bíblica)
- Os estados inferiores da existência
Sobre os Devas:
- Personificam os estados superiores do Ser
- Embora divinos, estão sujeitos a leis cósmicas que limitam seu poder
- Representam a irradiação da Consciência superior
Esta antítese metafísica encontra paralelos em múltiplas tradições, particularmente no simbolismo bíblico da criação, onde a precedência do reino vegetal antecede a plena manifestação do princípio celeste.
(Referências: RGSC caps. IX e XXV; HDV caps. VII e XXI; SFCS caps. VII, LIII e LVIII)
Ver também: Prajna (Consciência superior)