Éter

(DRG)

Entre os Elementos, o Éter (Akâsha) que é o primeiro na ordem da Manifestação, desempenhando um papel central e “principal”, é também o quinto, segundo a alquimia, daí o seu nome quinta essentia, ou o último na ordem da reabsorção, ordem também chamada de “retorno à homogeneidade primordial”. Diz-se, salienta Guénon, que o reino de Indra está ocupado pelo Éter, ou seja, num estado primordial de equilíbrio indiferenciado.

Guénon também indica que nos diagramas simbólicos cruciformes, o Éter deve ser sempre representado no centro da cruz dos elementos, os quatro ramos representando a água, a Terra, o fogo e o ar respectivamente. Esta representação advém do facto de o Éter estar “situado no ponto onde as oposições ainda não existem, mas a partir do qual elas ocorrem”. Por fim, ressaltemos que o Éter, ainda que o nome “quintessência” que lhe é atribuído possa levar a imaginar, não é uma essência, mas uma substância.

(SFCS, cap. LXXIV, “O Éter no coração”. HDV, cap. XXI, “A jornada divina do ser em processo de libertação”. RGEH, “A teoria Hindu dos cinco elementos”.)

Veja Elementos, Nâma-rupâ.