(DRG)
A Taça ocupa um lugar único na tradição simbólica, pois como instrumento litúrgico, “Vaso Santo” ou tigela de esmola, a sua forma hemisférica como a da cúpula, confere-lhe um significado que a aproxima dos elementos que estão ligados ao Princípio.
A Taça que, para Guénon, é também a própria imagem da recepção do depósito sagrado, o instrumento dos sacerdotes do Templo, o receptáculo da bebida divina, o “Vaso Santo” contendo a bebida sacrificial consagrada e oferecida à partilha, é também o sinal da Aliança entre Deus e os homens, a promessa de participação, de comunhão com a essência divina, o símbolo do “Ovo do Mundo” de onde emerge a substância imortal do Absoluto.
Segundo a tradição védica, a partir da única taça (pâtra) de Twarashtri, os três Ribhus formaram quatro taças, escreve Guénon, tal como o Buda, num processo inverso, tendo recebido quatro taças de esmolas, constituiu uma única, realizando neste gesto a reunificação da multiplicidade com o Um.
(SFCS, cap.XXXIX, “O simbolismo da cúpula”, cap. XLIV, “Lapsit exillis”.)
Veja Graal, Lúcifer.