(DRG)
Na análise guenoniana, o Devir transformou-se na lei fundamental do mundo moderno, estabelecendo como únicos valores válidos:
- A mudança permanente
- O movimento contínuo
- O relativo
- O transitório
Esta visão reducionista implica, segundo Guénon:
- A negação do verdadeiro Conhecimento metafísico
- A rejeição dos princípios transcendentes e imutáveis
- A perda do contato com a Realidade absoluta
O Paradoxo do Devir Absolutizado
Guénon demonstra a contradição intrínseca desta doutrina:
“O relativo é ininteligível sem o Absoluto,
O contingente sem o necessário,
A mudança sem o imutável,
A multiplicidade sem a unidade”
Ao levar à última consequência a lógica do movimento perpétuo, chega-se a uma aporia: o próprio movimento acaba por se negar.
Origens Antigas de um Erro Moderno
Contrariamente à crença comum, esta visão não é moderna:
- Já existia na Grécia antiga (Heráclito)
- Corresponde a certas correntes budistas (sarva-vainâshikas)
Que pregam a dissolução universal de todas as coisas
(Referências: “RGCMM”, cap. III; “ASPT”, cap. VI)
Ver também: Causalidade, Contingência, Dialética, Movimento