(DRG)
A tradição metafísica ensina-nos que tudo existe, para além da sequência causal contingente, numa espécie de Unidade geral que não é marcada pelas distinções temporais da manifestação grosseira, uma Unidade que designamos sob o nome de Eterno Presente. A este respeito, quando dizemos que através do seu terceiro olho o deus Shiva percebe a simultaneidade de todas as coisas dentro do “Eterno Presente”, ou seja, no momento eterno que inclui passado e futuro, anterioridade e devir, podemos compreender que Shiva de facto vê todas as coisas na sua verdadeira realidade, na sua autêntica primeira Unidade, no “não-tempo”.
(RGSC, cap. XXII, “O símbolo do Extremo Oriente do yin-yang; equivalência metafísica de nascimento e morte”, cap. XXIX, “O centro e a circunferência”. RGM, cap. IV, “As condições da existência corporal”.)
Consulte Duração, Futuro, Instantâneo, Tempo, Unidade.